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Conheça algumas ferramentas da segurança empresarial

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A implantação de um projeto de segurança deve contar com o apoio dos funcionários e isso só é possível através de uma campanha especifica onde o projeto apresente uma face amigável aos empregados, de apoio, de compartilhamento na busca de soluções de segurança.

Os crimes contra o patrimônio ocorrem por diversos fatores que, muitas vezes, facilitam a ação do meliante e dá as condições ideais para suas ações.

Contra o crime planejado, aquele que foi estudado e está devidamente estruturado para sua concretização, dificilmente conseguiremos impedi-lo. Será necessário todo um planejamento e a perfeita integração entre os recursos humanos, os meios organizacionais e os equipamentos de segurança para que, juntos, de maneira integrada, consigam dissuadir ou retardar ou ainda apresentar uma pronta resposta adequada para que o crime não se concretize.

Daí a necessidade de um projeto bem elaborado que dê condições desta integração dos sistemas de segurança.

Ocorre que muitas vezes a busca pela vigilância natural é deixada em segundo plano, quando o ambiente não é levado em consideração, mesmo sabendo que o ambiente propicio para a segurança ou a vigilância natural tem custos muito baixos se comparados aos equipamentos eletrônicos de segurança.

Um não substitui o outro, apenas se complementam.

Na busca pela segurança adequada para uma determinada empresa, os custos sempre serão levados em consideração e a necessidade de integração dos sistemas de segurança será exigida – em todos os casos.

Uma ferramenta que pode ser utilizada na busca da vigilância natural é o emprego do conceito conhecido internacionalmente como CPTED: Crime Prevention Through Environmental Design,que pode ser traduzido como Prevenção Criminal Através do Desenho Ambiental.

Um arquiteto chamado Oscar Newman foi um dos pioneiros sobre este tema e ainda é, provavelmente, o mais lembrado.

Ele publicou o livro, Defensible Space: Crime Prevention Through Urban Design (Espaço Defensável: Prevenção da criminalidade através da concepção urbana) em New York, 1972 onde abordou o assunto.

Este conceito é utilizado, principalmente, na segurança pública, mas que também pode ser usado nas empresas.

Originalmente o CPTED tem por objetivo diminuir a percepção do medo e dos delitos de oportunidade através do desenho urbano e envolve a colaboração da comunidade.

Ele tem como premissa básica que tanto a adequação do desenho urbano, como o eficiente uso do meio ambiente, possam levar a uma redução na oportunidade de delitos e na sensação de medo.

 Um dos princípios utilizados é a vigilância natural que busca dar maior visibilidade do espaço, da área onde as pessoas se reúnem ou permanecem por um determinado tempo.

Ela também possibilita maior controle dessa área, justamente porque ela fica mais visível em todos os sentidos. Desse modo, o meliante ficará exposto e tende a ficar inseguro em praticar um delito, pois pode estar sendo observado.

Este mesmo conceito pode ser usado nas empresas, principalmente nos locais considerados críticos ou onde os funcionários permanecem por algum tempo, de modo que eles possam ser observados por qualquer pessoa, o que trás uma sensação de segurança maior, além de criar condições para se evitar o vandalismo, desvio de produtos ou pequenos furtos, por exemplo.

Locais bem iluminados também trazem esta sensação de segurança, pelo mesmo motivo – a pessoa sabe que pode ser vista por outras pessoas. Isso também desencoraja o meliante que, na proporção inversa, sabe que pode ser visto quando estiver praticando um crime ou ato de vandalismo.

Por exemplo:

As portas e janelas devem ser observadas por todos, para isso é necessário a desobstrução da visão.

Esses locais devem ficar expostos, assim como caixas eletrônicos dentro das empresas. Deixá-los num canto, fora da visão das pessoas é expor o funcionário, criando uma condição de risco. É deixá-lo inseguro na hora de fazer um saque, por exemplo.

Os locais bem iluminados e que dão condições de visão às pessoas que passam ou que apareçam na janela, por exemplo, inibe a ação do meliante ou de um funcionário que queira cometer um ato de vandalismo na empresa.

Quando o muro é alto ou o portão é totalmente fechado pode dificultar a escalada e o acesso, mas o marginal sabe que, a partir do momento em que ele conseguir entrar, ele não será visto pelas pessoas que passam na rua ou que estejam nos prédios vizinhos, por exemplo. Nesse caso, estamos proporcionando condições do marginal agir. Diferente do caso de grades onde você pode observar o que acontece do lado de dentro.

Esse é mais um princípio usado na segurança pública que pode muito bem ser adaptado e utilizado na segurança das empresas, pois os marginais são os mesmos e as pessoas possuem as mesmas sensações de segurança ou insegurança.

Essa atenção especial pode ser dada principalmente nos locais de carga e descarga, nas balanças rodoviárias, nos almoxarifados e em locais críticos como a sala de processamento de dados.

Este procedimento é apenas mais uma ferramenta a ser usada pela segurança, que em conjunto, integrada aos sistemas de segurança, trarão mais vigilância a determinados locais da empresa, facilitando seu monitoramento.

Esse é o motivo da necessidade de apoio dos funcionários, sabemos que a segurança depende de todas as pessoas e não só do corpo de segurança da empresa.

Mais uma vez a integração, desta vez do corpo de segurança com os demais setores, torna-se indispensável.

A idéia antiga existente – infelizmente, até hoje em alguns setores da segurança, de que o segurança deve ter cara de mau, andar desconfiado, não falar com ninguém que não seja do “meio” e só aparecer nas horas em que os problemas ocorrem, há muito já foi ultrapassada.

A “onda” é outra. O corpo de segurança da empresa deve fomentar a integração com os demais setores, buscar o apoio dos funcionários, tentar ajudá-los em todos os aspectos relacionados a segurança, seja ela empresarial, pessoal ou familiar.

Vejam que as ferramentas mais modernas de análise de risco, por exemplo, necessitam do apoio e informações de diversos setores da empresa, não só o da segurança.

A implantação de um projeto de segurança deve contar com o apoio dos funcionários e isso só é possível através de uma campanha especifica onde o projeto apresente uma face amigável aos empregados, de apoio, de compartilhamento na busca de soluções de segurança.

Uma ferramenta muito utilizada para este trabalho chama-se endomarketing, que, ao contrário do que se pensa, não deve ocorrer apenas durante a implantação de um projeto de segurança.

O corpo de segurança da empresa deve estar presente o ano todo, mostrando o que tem feito e o por que faz.

Se o setor não tem motivos para fazer esta divulgação deve repensar sua missão. Será que ela está de acordo com a política da empresa, ou o gestor de segurança esta sendo mais realista do que o rei?

O endomarketing nada mais é do que o marketing interno, voltado para o público interno. A idéia é mostrar o que o setor faz e para que faz, quebrando o paradigma de que a segurança fica vigiando os empregados, buscando erros para comunicá-los e, conseqüentemente puni-los.

A segurança deve cumprir seu papel que é de minimizar as perdas e, conseqüentemente, aumentar os lucros da empresa através das ferramentas adequadas da segurança empresarial, de acordo com as políticas da empresa.

Essas são apenas algumas ferramentas para que a segurança possa atuar nas suas atividades básicas, buscando sempre a melhoria continua da prestação de serviço, de modo a mitigar os riscos para as pessoas e o patrimônio.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE – é especialista em Segurança Empresarial (MBA) pela FECAP-SP, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e diretor de cursos e certificação da ABSEG _ Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: administradores.com.br

14/03/2017


Policiais militares na segurança patrimonial

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A utilização de policiais militares em folga para a realização de serviços de segurança patrimonial é uma pratica bastante usual entre as empresas brasileiras. Contudo, muitos empresários desconhecem os riscos desta atividade.

Ocorre que os regulamentos das polícias militares estaduais vedam a prestação de serviços privados pelos policiais, sob pena de os mesmos sofrerem sanções disciplinares que, dependendo do caso, podem levar a exoneração. Assim, por muitos anos os Tribunais Trabalhistas decidiram que não poderia haver a formação de vínculo entre uma empresa privada e um policial que lhe faz segurança, o que fez com que se perpetuasse a ideia de que a contratação de policiais como seguranças privados era algo seguro e economicamente vantajoso para as empresas.

Contudo este entendimento mudou há tempos, embora muitas empresas não tenham mudado os seus hábitos. Há uma década o TST consolidou o entendimento de que preenchidos os requisitos para a formação do vínculo empregatício, o mesmo deverá ser reconhecido pelo judiciário e a empresa condenada a pagar as verbas correlatas, independentemente das sanções que o trabalhador vier a sofrer na corporação. Ou seja, aquele policial que em seus períodos de folga presta serviços como segurança de empresas privadas, de forma habitual, isto é, com frequência, pessoalidade, não podendo fazer-se substituir por outro profissional sem o aval da sua contratante e obedecendo ordens do responsável pelo empreendimento pode, sim, vir a ser considerado seu empregado.

Mas, e o ônus financeiro de um reconhecimento de vínculo? É algo capaz de tornar este tipo de serviço desvantajoso? Na grande maioria das vezes sim. O reconhecimento do vínculo empregatício resulta na concessão de todos os direitos comuns aos empregados, como piso salarial da categoria, limitação de jornada e horas extras, férias e décimo terceiro salário, INSS, FGTS, adicional de risco de vida no caso do vigilante, entre outros, pelos últimos 5 anos do contrato. Ou seja, uma conta de 5 anos paga em uma única vez. Além disto, há riscos pertinentes à própria função, os quais também são assumidos pela empresa. Imagine que este policial venha a se ferir enquanto faz a segurança do patrimônio privado.

Ele não terá a assistência do INSS e, por estar agindo de forma contraria ao estatuto da polícia, provavelmente não conseguirá a assistência do Estado na concessão de auxílios ou aposentadorias.

Quem paga a conta neste caso? A empresa. Assim, é importante que os empresários fiquem atentos a todos os riscos que uma contratação pode lhes trazer, pois decisões precipitadas podem levar a um passivo trabalhista que, nos mais das vezes, acabam acarretando grandes transtornos à saúde financeira do negócio.

Cristina Benedetti

Advogada especialista em Direito Trabalhista

Fonte: jornaldocomercio.com.br

13/02/2017


Por que a Rússia acredita que a violência doméstica não deve ser considerada crime

Abrigo em moscou

Para diretores de abrigo que atende vítimas de abuso, elas precisam de mais proteção legal, não menos

Marina conta sua história numa voz tranquila, mas os detalhes são horríveis.

Ela diz que seu marido bateu nela quase todo dia por mais de um ano. Puxando a meia, mostra uma grande cicatriz em seu calcanhar, onde uma placa de metal foi enfiada. Seus pés e quadris foram esmagados quando foi empurrada pela janela de seu apartamento, que fica no segundo andar.

Mais de 600 mulheres russas são mortas em suas casas a cada mês, de acordo com estimativas policiais. E alguns temem que a situação piore ainda mais agora: A Câmara dos Deputados da Rússia aprovou uma emenda que retira a violência doméstica do código criminal.

No caso de Marina, ela sobreviveu à queda de dois andares, mas passou três meses numa cadeira de rodas. Mesmo assim, os abusos não cessaram.

“Depois que ele me bateu enquanto eu estava na cadeira de rodas, fui à polícia”, lembra ela, que agora vive num abrigo para mulheres vulneráveis no subúrbio de Moscou.

“Meu rosto estava inchado e meus lábios, dividos no meio. Mas mesmo isso não o deteve. Eu estava na delegacia em lágrimas dizendo que não podia voltar para casa porque ele iria me bater”, conta Marina.

“Mas o policial disse ‘isso não é um hotel, nós não podemos mantê-la aqui’, e foi isso.”

Olga Batalina

A emenda de Olga Batalina é parte de um combate aos valores ocidentais

‘Proteção à família’

Se o presidente Vladimir Putin assinar a mudança na lei, como esperado, réus primários que baterem em membros da família, mas não forte o suficiente para que a vítima seja hospitalizada, não serão sentenciados à prisão.

A penalidade máxima será uma multa ou até uma noite na prisão sob custódia policial. A emenda tramitou no parlamento em meio a discussões sobre como proteger a família de interferência.

“Para nós, é extremamente importante proteger a família como uma instituição”, explicou Olga Batalina, uma das autoras da emenda.

A proposta dela reverte uma mudança aprovada em julho passado, quando bater em parentes foi definido como uma ofensa criminal.

Celebrada por ativistas de direitos das mulheres, a mudança gerou alvoroço entre a cada vez mais conservadora classe política russa.

Deputados a condenaram como “contra a família”, argumentando que um estranho poderia bater numa criança e ter uma multa, enquanto um pai que fizesse o mesmo seria condenado à prisão.

Combate aos valores ocidentais

Reverter essa mudança é parte de uma contraposição mais ampla na Rússia aos valores ocidentais, que muitos veem como estranhos ao país.

“Estamos falando de conflitos de famílias. Você não deveria olhar para esse problema de um ponto de vista liberal”, argumentou o deputado ultraconservador Vitaly Milonov.

“Isso é como ter três numa cama. Você está dormindo com sua mulher – e uma organização de direitos humanos.”

Mas Marina e aqueles que coordenam o abrigo acreditam que vítimas de abuso precisam de mais proteção legal, não menos.

Hoje, há cinco famílias apertadas numa casa no terreno de um mosteiro ortodoxo.

Alyona Sadikova, diretora do abrigo de mulheres

Alyona Sadikova, que coordena o abrigo no subúrbio de Moscou, está chocada com a decisão de reverter a lei

O lugar tem o barulho de crianças brincando – é agradavelmente caótico, confortável e seguro. Financiado por entidades de caridade, dá abrigo e aconselhamento às mulheres.

Elas também recebem orientação sobre como prestar queixa criminal contra os abusadores, um processo difícil mesmo antes de a lei ser mudada.

“Apenas uma mulher conseguiu levar seu caso à Justiça”, disse a diretora do abrigo, Alyona Sadikova. Mesmo assim, o agressor recebeu anistia e foi solto depois de um mês na prisão.

“Agora a punição máxima por espancamento é uma multa. E se a mulher for para casa, o marido pode se vingar”, alerta.

A mudança legal também devolve a responsabilidade de prestar queixa criminal e coletar evidências para a vítima: os policiais não vão automaticamente abrir o caso.

“Para uma pessoa que está numa crise profunda, isso é simplesmente irreal”, argumenta a diretora do abrigo.

‘Liberdade para bater’

Um projeto de lei específico para tratar da violência doméstica foi enviado ao parlamento há mais de um ano. Ele inclui ordens de restrição, prevenção e treinamento especial dos policiais.

Mas a proposta não teve avanço. Em vez disso, deputados abrandaram as penalidades contra abusadores.

“É como se tivessem liberdade para bater, como se um tapa ou um empurrão não fossem algo sério. Mas isso pode levar a consequências muito graves”, alerta Irina Matvienko.

Ela é responsável por um serviço telefônico no centro Anna, que recebeu cerca de 5 mil chamadas ano passado de mulheres buscando ajuda.

Criança com vaca

A filha de Marina também vive no abrigo

“A violência doméstica não é uma briga de família normal. Estamos falando de um comportamento sistemático. Então permitir a impunidade é muito perigoso, porque a mulher está cara a cara com seu agressor”, argumenta.

Marina agora está segura e, pouco a pouco, começa a reconstruir sua vida.

Ela tem um emprego na padaria do mosteiro e está fazendo economias para se mudar para um apartamento com a filha de 10 anos. Mas não conseguiu evitar que a mais nova fugisse de casa descalça e em pânico – e luta contra o marido por sua custódia.

“Como eles podem deixar que ela fique com ele, apesar de tudo o que ele fez?”, questiona Marina.

Apesar das cicatrizes em seu corpo, seu marido nunca foi condenado. A preocupação é que menos agressores vão responder a processos agora, e intervir antes que o abuso se torne perigoso pode ficar ainda mais difícil.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38808430

01/02/2017


Como o Japão praticamente extinguiu as mortes por arma de fogo

Rifles

Espingardas de caça e rifles de ar comprimido são as únicas armas que se pode comprar legalmente no Japão

O Japão tem uma das menores taxas do mundo de crimes cometidos com armas de fogo. Em 2014, foram registradas no país seis mortes contra 33.599 nos Estados Unidos no mesmo período. Mas qual é o segredo dos japoneses?

Se você quer comprar uma arma no Japão é preciso paciência e determinação. É necessário um dia inteiro de aulas, passar numa prova escrita e em outra de tiro ao alvo com um resultado mínimo de 95% de acertos.

Também é preciso fazer exames psicológicos e antidoping.

Os antecedentes criminais são verificados e a polícia checa se a pessoa tem ligações com grupos extremistas.

Em seguida, investigam os seus parentes e mesmo os colegas de trabalho.

Lei rigorosa

A polícia tem poderes para negar o porte de armas, assim como para procurar e apreendê-las.

E isso não é tudo. Armas portáteis são proibidas. Apenas são permitidos os rifles de ar comprimido e as espingardas de caça.

A lei também controla o número de lojas que vendem armas.

Na maior parte das 47 prefeituras do Japão, o número máximo é de três lojas de armas e só se pode comprar cartuchos de munição novos se os usados forem devolvidos.

Homem apontando arma

Até mesmo o crime organizado no Japão dificilmente usa armas de fogo. Geralmente, os criminosos utilizam facas

A polícia tem que ser informada sobre onde a arma e a munição ficam guardadas – e ambas devem estar em locais distintos, trancadas. Uma vez por ano a polícia inspecionará a arma.

Depois de três anos, a validade da licença expira e a pessoa é obrigada a fazer o curso e as provas de novo.

Tudo isso ajuda a explicar por que os tiroteios e massacres com armas de fogo são muito raros no Japão.

Quando um massacre ocorre no país, geralmente o criminoso utiliza facas.

Apenas seis tiros em 2015

A atual lei de controle de armas japonesa foi criada em 1958, mas a ideia por trás dela remonta a séculos atrás.

“Desde que as armas chegaram ao país, o Japão sempre teve leis bastantes rigorosas,” diz Iain Overton, diretor-executivo da organização não-governamental Action on Armed Violence e autor do livro Gun Baby Gun (Arma Baby Arma, em tradução livre).

“O Japão foi o primeiro país do mundo a criar leis sobre as armas e isso é a base para mostrar que elas não fazem parte da sociedade civil”.

A população japonesa tem sido premiada por devolver armas antigas, algumas de 1685.

Overton descreve essa política como “talvez a primeira iniciativa para comprar armas de volta”.

O resultado é um índice muito baixo de porte de armas: 0,6 armas por 100 pessoas em 2007, em comparação com 6,2 por 100 na Inglaterra e no País de Gales, e 88,8 por 100 nos Estados Unidos, de acordo com o projeto Small Arms Survey, do Instituto de Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra, na Suíça.

“Quando se tem armas na sociedade, há violência armada. E acredito que a relação tem a ver com a quantidade”, diz Overton.

“Se há poucas armas numa sociedade, é quase inevitável que os níveis de violência sejam baixos”, acrescenta.

Policiais japoneses dificilmente andam armados e a ênfase é maior nas artes marciais – todos devem chegar a faixa preta do judô. Eles passam mais tempo praticando Kendo (esgrima japonesa) do que aprendendo a usar armas de fogo.

“A resposta à violência nunca é violência. A polícia japonesa disparou apenas seis tiros em todo o país em 2015”, diz o jornalista Anthony Berteaux.

“O que geralmente a polícia japonesa faz é usar imensos colchonetes para embrulhar, como uma panqueca, a pessoa que está violenta ou bebeu demais e levá-la para se acalmar na delegacia”, explica.

Overton compara este modelo com o americano que, segundo ele, tem sido o de ‘militarizar a polícia”.

Policial em Ferguson, Missouri.

Especialistas afirmam que nos EUA a política é de “militarização das polícias” e isso aumenta a violência na sociedade

“Se há muitos policiais sacando armas nos primeiros instantes de um crime, isso leva a uma pequena corrida por armas entre a polícia e os criminosos”, afirma.

Para frisar o tabu ligado ao uso inadequado de armas no Japão, um policial que usou a própria arma para cometer suicídio foi processado, depois de morto, por ter cometido um crime.

Ele se matou quando estava de serviço – os policiais nunca andam armados nas folgas e deixam as armas na delegacia quando terminam o dia de trabalho.

O cuidado que a polícia tem com as armas de fogo se aplica aos próprios policiais.

Uma vez, o jornalista Jake Adelstein assistiu a um treinamento de tiro e, quando todas as cartucheiras foram recolhidas, a preocupação foi imensa ao descobrirem que estava faltando uma bala.

“Uma bala tinha sumido – havia caído atrás dos alvos – e ninguém pôde sair dali até que fosse achada”, lembra.

“Não existe um clamor popular no Japão para que as leis sobre armas sejam relaxadas”, diz Berteaux. “Isso tem muito a ver com um sentimento pacifista do pós-guerra, de que a guerra foi horrível e não podemos nunca mais passar por isso”.

Munição em loja de armas do Japão

A compra de munição também é rigorosamente controlada no Japão, onde o número de lojas que vendem armas é limitado por lei

“As pessoas assumem que a paz sempre vai existir e, quando se tem uma cultura como esta, você não sente a necessidade de estar armado ou de ter um objeto que acabe com esta paz”.

Na verdade, movimentos para aumentar o papel do Japão em missões de paz no exterior têm causado preocupação.

“É um território desconhecido,” diz Kouchi Nokano, professor de Ciência Política. “Será que o governo vai tentar tornar normal a morte nas forças de defesa e até mesmo exaltar o uso de armas?”

De acordo com Iain Overton, “o nível de rejeição que torna quase tabu” as armas no Japão significa que o país “caminha para se tornar um lugar perfeito” – embora ele lembre que a Islândia também tem um índice muito baixo de crimes com armas de fogo, apesar de ter muito mais donos de armas.

Henrietta Moore, do Institute for Global Prosperity da University College London, aplaude os japoneses por não considerarem a propriedade de armas como uma “liberdade civil” e rejeitarem a ideia de que armas de fogo “são algo que se usa para defender a sua propriedade contra outras pessoas”.

Mas para o crime organizado japonês as rígidas leis de controle de armas são um problema. Os crimes da máfia japonesa, a Yakuza, caíram drasticamente nos últimos 15 anos e os criminosos que continuam usando armas de fogo têm que descobrir novas maneiras de entrar com elas no país.

“Os criminosos escondem armas dentro de carregamentos de atuns congelados”, conta o policial aposentado Tahei Ogawa. “Já descobrimos alguns peixes recheados com armamento”.

Fonte: www.bbc.com

10/01/2017


A inteligência empresarial no sistema integrado de segurança

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A evolução da segurança corporativa no Brasil já é um fato. Não é mais possível se imaginar uma empresa competitiva atuando como era a algumas décadas, utilizando seus recursos (de todos s níveis) de maneira desintegrada.

A segurança corporativa alinha-se ao mercado, transformando custos em investimentos, como ocorre em todos os departamentos empresariais.A integração do sistema de segurança é uma exigência para que as metas sejam atingidas e haja uma aplicação Inteligente dos recursos da empresa.A nova integração do sistema de segurança passa por subsistemas que há alguns anos eram totalmente dissociados, acarretando perdas financeiras e resultados duvidosos, sempre com uma visão de custo para o empresário.Para entender um pouco mais, vamos lançar alguns conceitos básicos, ainda que de maneira simplificada, mas necessários para que haja este entendimento.Chamamos de segurança corporativa ou segurança empresarial a atividade ou função aplicada no âmbito de uma determinada empresa ou organização.O que vem a ser um sistema? Pode ser conceituado como um conjunto de meios e processos empregados para alcançar determinado fim, que, em nosso caso, é a segurança de um determinado organismo (uma empresa, por exemplo).Os subsistemas também possuem as mesmas características de um sistema, porém são subordinados a outro ou que dependem de outro.

Por isso dizemos que um sistema de segurança deve estar integrado, ou seja, os diversos subsistemas devem ser parte de um conjunto, que no caso é a segurança corporativa.

Os subsistemas que devem estar integrados (fazendo parte deste conjunto) a segurança são: meios organizacionais, os meios técnicos (ativos e passivos), os recursos humanos e a inteligência empresarial.

Os meios organizacionais são as políticas, as normas, procedimentos, planos de segurança, de emergência ou de contingência, enfim, é a parte documental que orienta as ações da segurança em todos s níveis, desde o nível estratégico, como por exemplo, a política de segurança, até o nível operacional que orienta as ações através dos procedimentos de cada posto de trabalho.

Os meios técnicos ativos são representados pelas tecnologias utilizadas na segurança, como por exemplo, o CFTV, os sensores, o controle de acesso, o monitoramento, etc. São os recursos tecnológicos utilizados pela segurança.

Os meios técnicos passivos são representados pelas proteções perimetrais, pelo lay-out, pela blindagem, etc.

Os recursos humanos são as pessoas que atuam na segurança, sejam elas gestores, coordenadores, supervisores ou vigilantes, todos têm papel essencial dentro deste sistema. Neste caso, a qualificação, os treinamentos, o posicionamento, etc. são as formas de avaliação deste subsistema.

A inteligência empresarial é a responsável pela coleta, análise e disseminação de inteligência para os tomadores de decisão. Uma célula de inteligência pode atuar em todos os níveis da organização, desde a estratégica até a operacional. Como exemplo podemos citar a prospecção de cenários que envolvem o negocio, no nível estratégico, também é utilizada para a elaboração do planejamento estratégico de segurança, de acordo com o tipo de empresa. No nível tático ou operacional com o acompanhamento da sazonalidade da criminalidade que afeta aquele tipo de produto ou empresa, podendo auxiliar na execução de operações de alcance limitado no tempo e no espaço.

De qualquer forma, a ação de inteligência é sempre antecipatória, ou seja, ela antecipar cenários favoráveis ou desfavoráveis para que a empresa tenha como se preparar para elas.

Outro ramo da inteligência é a contrainteligência que não quer dizer segurança, mas atua na neutralização e obstrução da inteligência adversa, que pode ser exemplificada pelas ações concorrentes e as demais ameaças ligadas ao conhecimento.

A contrainteligência pode empregar contramedidas como, por exemplo, as ações de contraespionagem, de contraterrorismo, de contrassabotagem e de desinformação visando prejudicar a atividade de inteligência do concorrente.

Ambas não se confundem, sendo que a inteligência possui características ofensivas e busca conhecimentos, já a contrainteligência é defensiva e visa negar conhecimento e impedir as ações de pessoas que as buscam.

Conclusão:

A falta de um desses subsistemas abre uma porta para agressores que poderão se aproveitar de uma vulnerabilidade que é, em última análise, uma falha de gestão da segurança. A inteligência fornece as informações necessárias para a elaboração do planejamento e operações, de acordo com o nível do decisor. A tecnologia é sem dúvida o melhor acessório da segurança, dissuadindo, dificultando, detectando, alarmando, etc.

Os meios organizacionais são aqueles que orientarão as decisões, para situações críticas. Hoje os meios organizacionais estão disponíveis em formatos cada vez mais amigáveis e intuitivos (nos casos de software), facilitando o usuário e isso tem se tornado cada vez mais comum, principalmente no nível operacional.

Porém, apesar de todo o avanço tecnológico que temos visto nos subsistemas citados, o mesmo deve ocorrer com os recursos humanos, onde em muitas situações é deixado ao acaso, fazendo com que todo o sistema de segurança falhe.

Podemos ainda imaginar um sistema de segurança como se fosse uma corrente, onde os elos são os subsistemas e há um adágio muito conhecido no nosso segmento que diz que a corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE, é especialista em Segurança Empresarial e diretor da ABSEG – Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: www.administradores.com.br

03/01/2017


Quem é o responsável pela segurança empresarial?

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Essa é o tipo de pergunta feita por pessoas que “não são da área”.

A resposta esta na ponta da língua de qualquer pessoa que tenha um mínimo de “relacionamento” com a segurança corporativa ou que tenha frequentado qualquer palestra sobre o assunto na empresa.

A resposta vou logo adiantando: a responsabilidade pela segurança, independentemente do tipo de organização, ela é de todas as pessoas.

Não há como proteger tudo e todos ao mesmo tempo se não houver colaboração, participação e, em muitos casos, comprometimento das pessoas envolvidas. E quem são as pessoas envolvidas? São as pessoas que trabalham na empresa, que têm interesse em seus negócios e, obviamente, aqueles que têm a segurança como missão e/ou atividade fim.

A base para todo o desencadeamento desta cultura de segurança deve começar pela Política de Segurança Corporativa. Dela e de sua disseminação a todos os envolvidos é que partirão os procedimentos, treinamentos, palestras e trabalhos de conscientização.

A Política de Segurança é um documento formal, assinado pela alta administração da empresa e dá “um norte” para todas as ações da segurança e contribui para a criação da cultura de segurança.

Ela não é um documento reservado, deve ser difundida e entendida por todos.

A cultura de segurança não é criada por documento, mas por ações. A difusão da Política, de Normas e Procedimentos de segurança é que acaba por criar esta cultura. Daí a importância do endomarketing que deve ser alavancado pelo setor de segurança.

Neste ponto é bom ressaltar que nosso segmento, salvo honrosas exceções, não tem como pratica ou know-how. Certa vez ouvi uma frase em relação a isso que acabei memorizando: “vocês são como patas, que botam ovos e ninguém fica sabendo. Deveriam fazer como a galinha, que quando bota um ovo todo mundo sabe”.

Acredito que em muitas ocasiões esta frase poderia ser utilizada, isso contribui para a disseminação de praticas de segurança, além de ser essencial quando da implantação de um novo procedimento ou sistema de segurança.

A abertura de um canal de comunicação com a segurança corporativa pode trazer muitos benefícios e alertas a fatos antecipatórios que auxiliam na implementação de “esquemas de segurança”, evitando sermos pegos de surpresa.

Com a participação das pessoas, a segurança acaba tendo seus subsistemas mais fortalecidos e identificando vulnerabilidades que a equipe de segurança não identificou.

Para dar alguns exemplos, cito o case de uma pessoa desconhecida, sem identificação visível andando na empresa. Se houver a conscientização das pessoas em relação a segurança, um dos funcionários avisará a segurança patrimonial.

Um colaborador que esquece um documento classificado como reservado na máquina copiadora será alertado e orientado por qualquer outro colaborador que tenha observado a falha.

Um colaborador que observa que um visitante ou fornecedor que faz muitas perguntas em relação à rotina da empresa, também alertará a segurança.

Não é fácil criar esta cultura de segurança, pois ela depende do nível de conscientização das pessoas, e esta é a tarefa mais difícil.

A conscientização é diferente de ter a informação, ela faz com que a pessoa tome atitude com relação ao fato.

Algumas formas de disseminar a segurança seja a Política, as Normas, os Procedimentos ou boas práticas:

Folhetos;

Palestras;

Pôsteres;

Cartão de referências rápidas;

Pop-up com mensagens;

Por mais tecnologia que tenhamos, por mais sistemas eletrônicos de segurança, sempre dependeremos das ações das pessoas. Neste caso quero lembrar uma frase daquele que foi considerado o maior hacker dos EUA, tendo inclusive sido classificado como inimigo público número um pelo FBI, Kevin Mitnik, em seu livro A Arte de Enganar:

“Até mesmo um computador desligado pode ter seus dados roubados à distância. Basta que um engenheiro social habilidoso convença alguém a ligar o equipamento.”

Esta frase mostra a fragilidade de qualquer sistema de segurança e serve de alerta para o desenvolvimento da cultura de segurança corporativa.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE, é especialista em Segurança Empresarial pela FECAP/Brasiliano e Diretor da ABSEG – Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança

Fonte: www.administradores.com.br

23/12/2016


Qual a importância da análise de risco para o profissional de segurança

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“Se tens um fenômeno que não entendes, para que possa entendê-lo deves pegar uma régua e medi-lo. Se não existe uma régua para medir o fenômeno, inventa uma, mede o fenômeno e então entenderás”.

Galileu Galilei

As diversas experiências de profissionais da segurança empresarial têm demonstrado que uma das ferramentas mais procuradas hoje em dia são as metodologias para a realização de uma análise de risco.

E este crescente aumento no interesse destas metodologias tem uma justificativa muito plausível – as metodologias para análise de risco tem separado o “joio do trigo” no segmento de profissionais da segurança privada.

Até bem pouco tempo era muito comum a falta de profissionalismo nesta área, hoje a situação está muito melhor e com tendência de aumento do nível profissional.

Hoje as universidades têm cursos de gestão de segurança, preparando o futuro gestor de empresas de segurança. Existem cursos de extensão universitária neste segmento, cursos de pós-graduação (MBA) de gestão de segurança, alguns países que têm a sua formação de profissionais de segurança mais antigas já se apresentam para trazerem cursos para o Brasil, além de grupos de profissionais que saem em busca de informações atualizadas em cursos na Europa e nos EUA.

Enquanto isso há dois projetos de lei, sendo o PL 1781/2003 do Deputado Federal Heleno Augusto de Lima (PSC/RJ) que dispõe sobre a criação do Profissional de Segurança onde será exigido o curso de gestor de segurança para profissionais que atuem na gerência de empresas especializadas e a PL 3701/2004 do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) que dispõe sobre a criação do analista de segurança empresarial e do técnico de segurança empresarial.

Tudo isso demonstra que estamos no caminho certo, ainda que a passos lentos, e um grande diferencial que já se observa é justamente com relação a análise de risco, seja ela estratégica, tática ou operacional, todas têm seus valores e medidas adaptadas a cada situação.

E o motivo deste crescimento na busca das melhores metodologias de análise de risco é porque ela trás um diferencial enorme em qualquer projeto de segurança. Ela dá a verdadeira dimensão dos riscos que a empresa está sujeita.

O que a análise de risco procura responder é qual a chance de uma empresa sofrer um sinistro e qual o impacto financeiro e/ou operacional ele pode causar.

Além disso o profissional de segurança saberá qual a perda esperada e conseqüentemente qual o valor máximo que ele poderá investir para mitigar determinado risco.

A análise de risco é, para o profissional de segurança, uma ferramenta importantíssima que poderá identificar os riscos que a empresa está sujeita e os fatores de risco que expõe a empresa à concretização destes riscos.

O resultado desta análise mostrará onde ele deve agir, atuando diretamente nas causas para evitar seus efeitos.

Poderá criar seu plano de ação a partir do resultado da análise de risco, criar metas para serem atingidas, poderá criar mecanismos de controle para acompanhar todo o desenrolar do plano de ação, ajustando-o conforme for o mais adequado, sem desviar-se das metas pré-estabelecidas.

Lembrando que a finalidade da segurança corporativa é dar condições para que a empresa possa prosperar, manter-se competitiva e preocupar-se com a sua atividade fim e não com os empecilhos e prejuízos que a falta de segurança pode trazer. O mais importante é o negócio e não a segurança.

Poderá monitorar os riscos e dar a atenção adequada de acordo com a situação e a evolução de cada risco.

Sempre haverá riscos residuais, pois o a segurança absoluta não será possível, portanto estes riscos residuais devem ser identificados, estimados e monitorados.

Poderá preparar seu plano de contingência para as ameaças externas, nas quais ele não tem como agir diretamente.

A análise de risco nos ajuda a identificar os ativos da empresa, sejam eles tangíveis ou intangíveis, pois todos necessitam de proteção adequada, principalmente quando se trata de uma análise de risco estratégica.

Das metodologias existentes, podemos dividi-las em dois tipos, as objetivas e as subjetivas. Mas qual seria a melhor?

Na metodologia objetiva, nós não podemos influenciar, não podemos adequá-la aos fatos presentes, principalmente quando ela tem um histórico muito antigo ou muito longo, pois é como se acreditássemos que nada mudou nos últimos anos e nada mudará daqui para a frente, seguindo a mesma tendência, sem que as circunstâncias atuais sejam levadas em consideração.

Ele é matemático e por isso não podemos atualizá-lo, mesmo que nós tivéssemos informações para isso, pois faltaria histórico, ou seja, fatos que já aconteceram e nada se pode fazer para atualizarmos estes dados até que eles formem outro histórico, ou seja, teremos que esperar para poder atuar neste resultado, agiremos reativamente.

Já no caso das metodologias subjetivas, a opinião do profissional de segurança é fundamental para termos uma matriz mais realista, tanto em relação as probabilidades como aos impactos no negócio, e este resultado depende da experiência do profissional de segurança, da equipe que trabalhou na elaboração da análise, e busca uma visão mais atualizada e de futuro, pois a idéia é agir de maneira preventiva, evitando a concretização de um risco real ou potencial.

Para o empresário, a análise de risco trás informações que irão auxiliá-lo na tomada de decisão de onde investir a fim de reduzir os riscos, onde está ocorrendo sua perda e até para decidir se vai assumir o risco, se vai transferi-lo, ou autofinanciá-lo.

De acordo com a decisão tomada, serão aplicadas as medidas de segurança, através do plano de ação, que traduzirá esta decisão para a forma de atuação da segurança. A decisão cabe aos responsáveis pelo negócio.

Além disso, para o empresário, a análise de risco trás mais confiabilidade ao projeto de segurança que até bem pouco tempo era (e na maioria dos casos ainda o é) encarado como gastos e não como investimento, totalmente separado dos demais departamentos, como uma função e não como um processo, que deve estar integrado a todos os demais processos das empresas, daí a necessidade de atualização constante, buscando o melhor resultado para a empresa. Para isso é necessário apresentar resultados financeiros, mostrar retorno nos investimentos feitos na segurança, apresentando um projeto viável, que tenha valores exeqüíveis que possa ser mensurado, matriciado e acompanhado.

É, na verdade, inserir a segurança no mesmo contexto dos demais departamentos da empresa, seja financeiro, de produção, manutenção, etc. A segurança também precisa cumprir metas e ajustar-se às exigências do mercado e essa história ainda está sendo escrita…. Por todos nós.

Cláudio dos santos Moretti – CES, ASE é especialista em gestão de segurança empresarial. Diretor da ABSEG. Professor do curso de Gestão de Segurança Privada da UNIP/Santos.

Fonte: www.administradores.com.br

14/12/2016


Confronto de Titãs: as 10 armas mais perigosas da Rússia e da OTAN

Caças Su-27 da Força Aérea russa

Caças Su-27 da Força Aérea russa

O jornal norte-americano National Interest elaborou uma lista de cinco tipos de armas mais perigosos da OTAN e de outros 5 armamentos mortíferos russos tentando prognosticar quem teria a primazia.

Segundo diz o National Interest, a Aliança está lidando bem com inimigos que dispõem de sistemas antiaéreos antiquados e capacidade ofensiva baixa e que nem têm uma força aérea. Porém, é difícil dizer quais seriam os resultados obtidos pelo bloco militar em combate contra um adversário resoluto e bem preparado que possua equipamento militar moderno, tal como a Rússia.

Míssil hipersônico Moskit lançado de um navio durante os exercícios realizados no mar do Japão

Míssil hipersônico Moskit lançado de um navio durante os exercícios realizados no mar do Japão

Mísseis balísticos Iskander

O alcance do sistema móvel de mísseis russo Iskander-M é de 400 quilômetros, sendo que cada míssil é capaz de portar ogivas de vários tipos com um peso de 700 quilos.

O eventual desvio circular do míssil é mínimo: não ultrapassa 5 metros. “Graças a essas caraterísticas este sistema representa uma ameaça letal para aeródromos, postos de retaguarda e outras infraestruturas fixas”, diz no artigo.

Segundo diz o NI, o Iskander pode ser reajustar sua pontaria durante o próprio voo, por isso ele pode ser usado para atacar alvos em movimento, inclusive navios. O sistema incorporado de manobra evasiva faz deste míssil um alvo dificilmente atingível por sistemas de defesa antimíssil.

Caça Su-27 e suas modificações

As dimensões, alcance, velocidade e capacidade de manobra das aeronaves da gama Su-27 tornam este caça em uma “plataforma mortífera”, diz a matéria. “Até pela sua aparência, o Su-27 mostra até que ponto ele é perigoso”, afirma o NI.

A célula do avião está bem adaptado para ser modernizado, por isso os compradores exigentes lhe dão sua preferência. Além disso, a velocidade e o corpo pesado do caça lhe permitem efetuar um ataque forte contra o inimigo e desaparecer logo sem ser interceptado.

Sistema de mísseis antiaéreos S-400

Há vários tipos de mísseis usados no sistema S-400, sendo cada um deles destinado a atacar alvos aéreos a diferentes distâncias. O maior alcance é de 400 quilômetros.

“Os mísseis de alcance mais curto têm melhor capacidade para eliminar alvos muito rápidos e manobráveis”, afirma o artigo.

O S-400 também pode ser utilizado contra mísseis balísticos. O sistema de sensores do S-400 é considerado altamente eficaz, tanto mais que a Rússia pode criar zonas defensivas usando este sistema em qualquer teatro de operações, frisa o autor.

Submarinos do projeto 941 Akula

Na época em que a URSS construiu os submarinos do projeto 941 Akula (Tubarão em russo), eles eram navios extremamente furtivos e pouco detectáveis. Já mais tarde, os engenheiros russos os aperfeiçoaram graças a uma tecnologia adicional da redução do ruído.

“O mais importante é que os submarinos Akula transportam a bordo um arsenal imponente de armamentos, incluindo torpedos e mísseis de cruzeiro que são capazes de destruir alvos tanto no mar como em terra”, ressalta o NI.

A furtividade e armamento poderoso destes submarinos continuam representando uma ameaça considerável tanto para navios como para objetivos terrestres da Aliança, frisa o autor da matéria.

Forças Especiais russas

O Spetsnaz, as forças especiais russas, são uma imponente ferramenta militar e política que é capaz de influir no desenrolar da batalha em todas as áreas de operações, afirma o jornal.

“As Forças Especiais não são uma ‘arma’, mas elas representam um dos meios mais eficazes do arsenal russo”, adianta a matéria.

Submarinos da classe Virginia

Quanto ao equipamento militar da OTAN, vale ressaltar os submarinos Virginia, um concorrente forte dos Akula russos. Os EUA, planejam comprar 9 desses submarinos ao longo dos próximos cinco anos.

Além disso, o módulo de carga útil destes submarinos será modernizado, o que permitirá triplicar seu potencial de ataque.

Caça F-35 Joint Strike Fighter

A produção dos caças Lockheed Martin F-35 Joint Strike está atrasada em relação aos prazos previstos, enquanto o próprio avião sobre de falhas técnicas intermináveis, diz o NI.

Para desenvolvê-los foi necessário gastar muito mais dinheiro do que tinha sido planejado, sendo que este caça talvez nunca seja capaz de demonstrar as capacidades inicialmente anunciadas.

Contudo, com o tempo o F-35 tem todas as hipóteses de se tornar em uma “arma ameaçadora”, destaca o autor. Por exemplo, entre as vantagens deste caças se pode enumerar sua baixa visibilidade e os potentes sistemas de guerra eletrônica.

o blindado russo de nova geração Armata

o blindado russo de nova geração Armata

Bombardeiro B-3

A Rússia tem conseguido sucessos consideráveis no desenvolvimento de sistemas antiaéreos e seus componentes, como os radares de baixa frequência capazes de detectar aviões furtivos, por isso os EUA se estão debruçando sobre a criação de um bombardeiro estratégico de ataque que possa “ameaçar alvos no interior do território russo”, ressalta a matéria.

“O programa do LRS-B é absolutamente secreto, e hoje há muitos que protestam contra ele”, comunica o autor. Segundo ele diz, o novo bombardeiro deverá poder ultrapassar até os sistemas antiaéreos de maior densidade.

Tanque Leopard 2

O tanque alemão Leopard 2A7 constituirá a base do Bundeswehr e dos exércitos de outros países da OTAN, diz o National Interest.

O veículo blindado foi modernizado com um canhão mais longo L55 com melhores caraterísticas que permitem combater carros de combate com blindagem reforçada do adversário.

“Devido à escassez de munições de volfrâmio, os militares alemães duvidam que seus projéteis possam perfurar a blindagem dos tanques russos mais recentes”, afirma o autor.

Os projéteis poderão não ter energia cinética suficiente para incapacitar os carros de combate russos T-80, T-90 e T-14 Armata.

Porta-aviões Admiral Kuznetsov, da Marinha russa

Porta-aviões Admiral Kuznetsov, da Marinha russa

Helicóptero AH-64 Apache

O helicóptero de ataque AH-64 Apache da empresa Boeing começou sendo utilizado pelos países da OTAN em 1986. A aeronave é capaz de transportar 16 mísseis antitanque Hellfire, o que é suficiente para eliminar uma companhia inteira de tanques de uma só vez, afirma o autor.

Resumindo, os autores da matéria expressam a esperança de que tanto as armas russas como as da OTAN sejam utilizadas exclusivamente como ferramentas de dissuasão.

Fonte: www.br.sputniknews.com

13/12/2016


A teoria da janela quebrada e suas aplicações nas organizações – um começo.

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Na segurança empresarial existem diversas teorias que são utilizadas para a aplicação de medidas com o objetivo de diminuir os crimes.

Em 1969, nos EUA, mais precisamente na Universidade de Stanford, o professor de psicologia, Phillip Zimbardo fez uma experiência que ficou muito conhecida, principalmente pelos resultados alcançados na segurança publica de Nova York.

A experiência sobre psicologia social foi baseada na observação do comportamento das pessoas em relação às condições do local, ou o que ele representa.

Foram deixados dois carros idênticos em dois locais bastante diferentes em razão dos altos índices de criminalidade.

Um deles foi o Bronx, considerado um local pobre e com grandes índices de criminalidade. O outro veículo foi deixado em Palo Alto, uma área considerada rica e com baixos índices de criminalidade.

Os veículos abandonados também tiveram um desfecho diferente, de acordo com o local onde foram deixados.

O do Bronx em algumas horas havia sido depenado, levaram o rádio, o motor, os espelhos, as rodas, etc.

Já o veículo deixado em Palo Alto manteve-se intacto.

Nesse primeiro momento, pode-se concluir que a criminalidade está diretamente ligada a pobreza, obviamente, ao próprio local de alto índice de criminalidade.

Ocorre que o professor Phillip Zimbardo resolveu alterar as coisas. Ele queria demonstrar a forma como a psicologia humana tem relações diretas com as condições ambientais.

O veículo intacto há uma semana teve o vidro quebrado para que a experiência trouxesse resultado.

O que ocorreu a seguir foi o mesmo que havia ocorrido no Bronx, o carro foi depenado.

A conclusão do professor Zimbardo foi que o vidro quebrado transmitia uma mensagem de abandono, de desleixo, de falta de dono, enfim, de que não há lei nem regras. Se ele já está com a janela quebrada por que eu não posso levar o rádio, os pneus, o motor, etc.

Então, a cada vez que o veículo sofria uma agressão, as pessoas tinham a impressão de que poderiam agredir ainda mais.

Com base nesse experimento, James Q. Wilson e George Kelling fizeram outras pesquisas e desenvolveram a teoria das janelas quebradas.

A Teoria da Janela Quebrada foi publicada na revista americana Atlantics Monthly, em 1982.

As ideias expressas no artigo, escrito pelo cientista político James Q. Wilson e pelo psicólogo criminologista George Kelling, se tornariam a base para a polícia norte-americana. A base para a aplicação na segurança publica é que se ninguém faz nada por pequenos delitos, então, isso sugere que ninguém tomará nenhuma providência para delitos maiores. E foi com base nestes estudos que o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani implantou a política de segurança que ficou conhecida como tolerância zero.

Ela começou no metrô, autuando pequenos infratores e seguiu inibindo a criminalidade de modo geral.

Os crimes de “menor potencial ofensivo” como chamaram por aqui, caíram 44% e os homicídios caíram 61%.

A política de tolerância zero não se trata da truculência ou ações arbitrarias praticadas pela Polícia e sim o cumprimento da lei.

A tolerância zero praticamente sumiu das discussões do cotidiano dos EUA devido aos ataques de 11 de setembro de 2001. Inclusive, a atuação do prefeito na ocasião dos ataques, Rudolph Giuliani, também foi muito elogiadas e é relatada no seu livro autobiográfico O LÍDER – a autobiografia do mais famoso prefeito de Nova York.

A mesma teoria ou política aplicada pelo prefeito Giuliani pode ser amplamente difundida nas organizações, começando pelo código de ética. Da mesma forma ela é plenamente aplicável à segurança privada. Assim como os problemas, as soluções também estão nas pessoas.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE, é especialista em Segurança Empresarial, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e Diretor de Cursos e Certificação da ABSEG.

Fonte: www.administradores.com.br

12/12/2016


5 ferramentas que auxiliam a realizar compras online com segurança

Na hora de fazer compras online, é preciso se atentar a alguns detalhes como cuidado com fraudes do cartão de crédito, enganação quanto à qualidade do produto adquirido, falsas promoções e preços muito elevados. Algumas ferramentas podem ajudar nisso, confira

O Natal é, sem dúvidas, uma das principais datas sazonais para o varejo físico e online, na qual as vendas apontam um crescimento significativo a cada ano. Com isso, é comum nós vermos muitos shoppings centers e lojas em grandes centros comerciais com filas enormes que normalmente vão desde o estacionamento até o caixa, além do aglomerado de pessoas que costuma ter nos corredores desses estabelecimentos, devido à alta procura de presentes por parte dos consumidores.

Por este motivo, muitos clientes mudaram os seus hábitos e preferem realizar as suas compras por meio do comércio eletrônico, evitando o stress comum nessa época do ano. Mas, para que os mesmos possam adquirir os seus presentes com segurança é preciso se atentar a alguns detalhes como cuidado com fraudes do cartão de crédito, enganação quanto à qualidade do produto adquirido, falsas promoções e preços muito elevados.

 Atualmente, no mercado existem cinco ferramentas que são essenciais para realizar compras de Natal com segurança, confira:

1. Baixou Agora
Por meio do plug-in que é instalado no computador, os consumidores recebem a notificação caso aquele produto que está sendo procurado possui melhor preço em outra determinada loja. Objetivo da plataforma é melhorar a experiência do cliente em compras online. O Baixou Agora possui mais de 75 mil instalações e monitora a variação de preço de mais de 3 milhões de produtos em todo o país;

2. Trustvox
É muito comum ao comprarmos em lojas virtuais nos depararmos com comentários escritos em baixo dos produtos, os chamados reviews, na qual os consumidores relatam experiências positivas e negativas da compra feita naquela loja. Porém, em algumas vezes, aquela opinião não é de fato de quem adquiriu o produto, mas sim de pessoas interessadas em denegrir a imagem da loja ou do produto. Por este motivo, os consumidores precisam ficar atentos se aquele e-commerce possui o selo Site Sincero, criado pela Trustvox, primeira e única certificadora de reviews no Brasil, que assegura a veracidade de reviews no Brasil, atuando com o propósito de tornar a sinceridade padrão de mercado no e-commerce e, por consequência, aumentar a confiança do consumidor no momento da compra;

3. Konduto
Ao realizar compras pelo comércio eletrônico, um dos principais medos dos consumidores e da loja é a fraude do cartão de crédito. Por este motivo, é muito importante verificar se o e-commerce possui alguma ferramenta que avalia se aquela determinada compra é segura. A Konduto, plataforma com tecnologia única e inovadora, tem o objetivo de diminuir os índices de fraudes nos pagamentos do e-commerce com rapidez, segurança e baixo custo para os lojistas. A empresa não se limita em verificar somente dados cadastrais dos compradores, mas também analisa todo o comportamento do cliente desde o momento em que o site é acessado;

4. Site Blindado
O Site Blindado é especialista em segurança para portais de negócios via internet e líder em segurança para e- commerce na América Latina. O seu objetivo é proteger os portais web contra ataques de hacker, infecção por malware, roubo e clonagem de informações e números de cartão de crédito. Desenvolvido pelo Site Blindado, a Blindagem de Sites possui diversos níveis proteção, pois quanto mais exposto um site está, maior o nível de proteção necessário. Por exemplo: sites de nicho precisam de um nível de blindagem inferior aos sites de varejo tradicional;

5. Reclame aqui 
Ao efetuar uma compra pela internet, é importante que os consumidores entrem em sites como Reclame Aqui, plataforma que tem como objetivo melhorar o relacionamento entre fornecedores e clientes, de forma transparente e colaborativa. O portal permite que os usuários pesquisem sobre um determinado e-commerce, para ter conhecimento se o mesmo é confiável. A avaliação que é feita pelos consumidores se refere a reputação das marcas.

Fonte: www.administradores.com.br

09/12/2016


A necessidade de segurança

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É fato que desde os primeiros homens que habitaram a terra, a segurança sempre foi essencial para sua sobrevivência.

Desde o início o homem procurou preservar a vida e, posteriormente seus bens.

No início eram os animais ferozes e o clima que castigavam os habitantes da terra.

Depois, com a evolução dos meios de proteção, a comunicação e o convívio em grupos (sociedade) as necessidades de proteção foram ajustadas as nossas necessidades.

Os animais já não incomodam mais, o homem consegue se abrigar das intempéries, mas ainda existem outros homens.

Antes valia a lei do mais forte, que com o surgimento de armas mais sofisticadas, acabaram por equilibrar essas diferenças.

A busca por proteção não acabou e não acabará. O homem sempre buscará proteção, pois esta é uma das necessidades básicas do comportamento humano.

Abraham Maslow foi um psicólogo americano, conhecido pela proposta de hierarquizar as necessidades humanas com a figura de uma pirâmide.

Esta proposta surgiu em 1952. Segundo Maslow, as pessoas buscam satisfazer suas necessidades seguindo uma hierarquia sequencial. Essa classificação divide-se em cinco níveis que podem ser visualizados na imagem abaixo,a qual é conhecida como a pirâmide de Maslow ou a hierarquia das necessidades humanas.

Esta figura mostra as necessidades do homem, as quais são percebidas de baixo para cima, desse modo, a primeira necessidade é a fisiológica e assim sucessivamente.

As necessidades estabelecidas foram:

  1. são as mais básicas e forma a base da pirâmide. Ela é formada pela fome, sede, abrigo, sexo e outras necessidades corporais.
  2. segurança e proteção contra danos físicos e emocionais, além da necessidade de segurança no emprego, na religião, etc. É a busca da proteção para o corpo e para o espírito.
  3. afeição, sensação de pertencer a um grupo, aceitação, amizade.
  4. fatores internos (como respeito próprio, autonomia e realização) e fatores externos (como status, reconhecimento e atenção).
  5. intenção de tornar-se tudo aquilo que se é capaz de ser. Inclui crescimento, conquista do próprio potencial e autodesenvolvimento. Ajudar as pessoas, a busca do bem comum.

Como podemos observar, a necessidade de segurança é basilar, pois vem logo após as necessidades fisiológicas, então, a primeira necessidade que vem do pensamento racional é a segurança.

Na verdade, as necessidades fisiológicas são instintivas, que já nascem com o individuo.

Essas necessidades são percebidas de acordo com a satisfação da necessidade logo abaixo. Por exemplo, o individuo só sentirá a necessidade de segurança após estar com as necessidades fisiológicas atendidas, ainda que não estejam plenamente atendidas e assim por diante.

Segundo Maslow, é necessário atender, ainda que parcialmente, a necessidade mais básica para que este individuo sinta a necessidade de alcançar ou suprir a necessidade mais próxima, de acordo com a figura da pirâmide, que hierarquiza as necessidades humanas.

Muitas pessoas acreditam que o mercado de segurança cresce em cerca de 10 a 12% ao ano (a segurança eletrônica em 2008 teve um crescimento de 13%) por conta, exclusivamente da criminalidade, e que muitos profissionais da segurança privada torcem para que fique ainda pior.

Não é isso que acontece, o ser humano, naturalmente, busca segurança, busca proteção. Quanto melhor forem as condições de subsistência e a qualidade de vida, mais ele irá procurar por maior nível de segurança.

Na verdade, a pessoa passa a dar mais valor às pessoas (familiares) e aos seus bens, buscando proteger-se cada vez mais.

Isso quer dizer que quanto melhor estiver a sociedade, em termos de emprego, poder de compra ou segura com relação a investimentos e ao seu futuro financeiro, mais ela investirá em segurança, impulsionando este mercado.

Então não há porque torcer por uma situação mais desfavorável, até porque ela afetará a todos, inclusive as empresas de segurança.

Com isso, concluo que a lição que Maslow deixa para nós, da segurança privada, é que o homem sempre buscará segurança, e isto faz parte dos fatores psicológicos que o motivam a agir em busca de alguma coisa.

Sempre haverá necessidade (busca) de segurança e, apesar de toda tecnologia, na minha visão, a busca por proteção será para nos protegermos de outros humanos.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE – é especialista em Segurança Empresarial (MBA) pela FECAP-SP, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e diretor de cursos e certificação da ABSEG – Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: www.administradores.com.br

08/12/2016


Conheça algumas ferramentas da segurança empresarial

Divulgação

A implantação de um projeto de segurança deve contar com o apoio dos funcionários e isso só é possível através de uma campanha especifica onde o projeto apresente uma face amigável aos empregados, de apoio, de compartilhamento na busca de soluções de segurança.

Os crimes contra o patrimônio ocorrem por diversos fatores que, muitas vezes, facilitam a ação do meliante e dá as condições ideais para suas ações.

Contra o crime planejado, aquele que foi estudado e está devidamente estruturado para sua concretização, dificilmente conseguiremos impedi-lo. Será necessário todo um planejamento e a perfeita integração entre os recursos humanos, os meios organizacionais e os equipamentos de segurança para que, juntos, de maneira integrada, consigam dissuadir ou retardar ou ainda apresentar uma pronta resposta adequada para que o crime não se concretize.

Daí a necessidade de um projeto bem elaborado que dê condições desta integração dos sistemas de segurança.

Ocorre que muitas vezes a busca pela vigilância natural é deixada em segundo plano, quando o ambiente não é levado em consideração, mesmo sabendo que o ambiente propicio para a segurança ou a vigilância natural tem custos muito baixos se comparados aos equipamentos eletrônicos de segurança.

Um não substitui o outro, apenas se complementam.

Na busca pela segurança adequada para uma determinada empresa, os custos sempre serão levados em consideração e a necessidade de integração dos sistemas de segurança será exigida – em todos os casos.

Uma ferramenta que pode ser utilizada na busca da vigilância natural é o emprego do conceito conhecido internacionalmente como CPTED: Crime Prevention Through Environmental Design,que pode ser traduzido como Prevenção Criminal Através do Desenho Ambiental.

Um arquiteto chamado Oscar Newman foi um dos pioneiros sobre este tema e ainda é, provavelmente, o mais lembrado.

Ele publicou o livro, Defensible Space: Crime Prevention Through Urban Design (Espaço Defensável: Prevenção da criminalidade através da concepção urbana) em New York, 1972 onde abordou o assunto.

Este conceito é utilizado, principalmente, na segurança pública, mas que também pode ser usado nas empresas.

Originalmente o CPTED tem por objetivo diminuir a percepção do medo e dos delitos de oportunidade através do desenho urbano e envolve a colaboração da comunidade.

Ele tem como premissa básica que tanto a adequação do desenho urbano, como o eficiente uso do meio ambiente, possam levar a uma redução na oportunidade de delitos e na sensação de medo.

 

Um dos princípios utilizados é a vigilância natural que busca dar maior visibilidade do espaço, da área onde as pessoas se reúnem ou permanecem por um determinado tempo.

Ela também possibilita maior controle dessa área, justamente porque ela fica mais visível em todos os sentidos. Desse modo, o meliante ficará exposto e tende a ficar inseguro em praticar um delito, pois pode estar sendo observado.

Este mesmo conceito pode ser usado nas empresas, principalmente nos locais considerados críticos ou onde os funcionários permanecem por algum tempo, de modo que eles possam ser observados por qualquer pessoa, o que trás uma sensação de segurança maior, além de criar condições para se evitar o vandalismo, desvio de produtos ou pequenos furtos, por exemplo.

Locais bem iluminados também trazem esta sensação de segurança, pelo mesmo motivo – a pessoa sabe que pode ser vista por outras pessoas. Isso também desencoraja o meliante que, na proporção inversa, sabe que pode ser visto quando estiver praticando um crime ou ato de vandalismo.

Por exemplo:

As portas e janelas devem ser observadas por todos, para isso é necessário a desobstrução da visão.

Esses locais devem ficar expostos, assim como caixas eletrônicos dentro das empresas. Deixá-los num canto, fora da visão das pessoas é expor o funcionário, criando uma condição de risco. É deixá-lo inseguro na hora de fazer um saque, por exemplo.

Os locais bem iluminados e que dão condições de visão às pessoas que passam ou que apareçam na janela, por exemplo, inibe a ação do meliante ou de um funcionário que queira cometer um ato de vandalismo na empresa.

Quando o muro é alto ou o portão é totalmente fechado pode dificultar a escalada e o acesso, mas o marginal sabe que, a partir do momento em que ele conseguir entrar, ele não será visto pelas pessoas que passam na rua ou que estejam nos prédios vizinhos, por exemplo. Nesse caso, estamos proporcionando condições do marginal agir. Diferente do caso de grades onde você pode observar o que acontece do lado de dentro.

Esse é mais um princípio usado na segurança pública que pode muito bem ser adaptado e utilizado na segurança das empresas, pois os marginais são os mesmos e as pessoas possuem as mesmas sensações de segurança ou insegurança.

Essa atenção especial pode ser dada principalmente nos locais de carga e descarga, nas balanças rodoviárias, nos almoxarifados e em locais críticos como a sala de processamento de dados.

Este procedimento é apenas mais uma ferramenta a ser usada pela segurança, que em conjunto, integrada aos sistemas de segurança, trarão mais vigilância a determinados locais da empresa, facilitando seu monitoramento.

Esse é o motivo da necessidade de apoio dos funcionários, sabemos que a segurança depende de todas as pessoas e não só do corpo de segurança da empresa.

Mais uma vez a integração, desta vez do corpo de segurança com os demais setores, torna-se indispensável.

A idéia antiga existente – infelizmente, até hoje em alguns setores da segurança, de que o segurança deve ter cara de mau, andar desconfiado, não falar com ninguém que não seja do “meio” e só aparecer nas horas em que os problemas ocorrem, há muito já foi ultrapassada.

A “onda” é outra. O corpo de segurança da empresa deve fomentar a integração com os demais setores, buscar o apoio dos funcionários, tentar ajudá-los em todos os aspectos relacionados a segurança, seja ela empresarial, pessoal ou familiar.

Vejam que as ferramentas mais modernas de análise de risco, por exemplo, necessitam do apoio e informações de diversos setores da empresa, não só o da segurança.

A implantação de um projeto de segurança deve contar com o apoio dos funcionários e isso só é possível através de uma campanha especifica onde o projeto apresente uma face amigável aos empregados, de apoio, de compartilhamento na busca de soluções de segurança.

Uma ferramenta muito utilizada para este trabalho chama-se endomarketing, que, ao contrário do que se pensa, não deve ocorrer apenas durante a implantação de um projeto de segurança.

O corpo de segurança da empresa deve estar presente o ano todo, mostrando o que tem feito e o por que faz.

Se o setor não tem motivos para fazer esta divulgação deve repensar sua missão. Será que ela está de acordo com a política da empresa, ou o gestor de segurança esta sendo mais realista do que o rei?

O endomarketing nada mais é do que o marketing interno, voltado para o público interno. A idéia é mostrar o que o setor faz e para que faz, quebrando o paradigma de que a segurança fica vigiando os empregados, buscando erros para comunicá-los e, conseqüentemente puni-los.

A segurança deve cumprir seu papel que é de minimizar as perdas e, conseqüentemente, aumentar os lucros da empresa através das ferramentas adequadas da segurança empresarial, de acordo com as políticas da empresa.

Essas são apenas algumas ferramentas para que a segurança possa atuar nas suas atividades básicas, buscando sempre a melhoria continua da prestação de serviço, de modo a mitigar os riscos para as pessoas e o patrimônio.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE – é especialista em Segurança Empresarial (MBA) pela FECAP-SP, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e diretor de cursos e certificação da ABSEG _ Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: www.administradores.com.br

07/12/2016


 O treinamento de adultos

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A satisfação dos nossos clientes depende da atuação da força de trabalho que atua diretamente com ele. O desempenho dessa força de trabalho representa uma fotografia da nossa empresa ou, como dizem, é o cartão de visita.

Normalmente, a responsabilidade pelos treinamentos das empresas de segurança é do gestor. É ele que determina os tipos de treinamentos necessários para os funcionários da empresa. Eles sabem que pessoas bem preparadas passam uma imagem de empresa séria, bem administrada e gera confiança aos clientes, além da diferenciação entre concorrentes.

O que é necessário para passarmos este tipo de confiança é o treinamento que esta força de trabalho irá receber.

Outro fator importante é que o treinamento diminui perdas (perdas de contrato, indenizações, custos com advogados, etc.). Treinamento é investimento, desde que ele seja bem direcionado.

No segmento da segurança privada os treinamentos tornam-se cada vez mais necessários e são realizados cada vez com maior freqüência pelas empresas que estão dispostas a manter-se neste mercado.

Temos acompanhado uma série de ocorrências relacionadas a segurança patrimonial e muitas com desfechos que deixam seqüelas de todos os tipos. Às vezes pessoais, às vezes de imagem e as financeiras, inclusive com indenizações.

Se buscarmos as causas destas ocorrências encontraremos uma que é basilar em todas elas – a falta de treinamento.

Sempre destacamos a importância do treinamento nas empresas de segurança, sem contudo, apresentarmos uma metodologia adequada para a aprendizagem do adulto e este é o objetivo deste artigo, dar algumas dicas que possam colaborar com os treinamentos realizados nas empresas de segurança.

Aprendizagem de adultos:

Com a criança exercemos autoridade e damos proteção. Com o adulto surge o questionamento, ele é independente e tem experiência que será comparada com as novas informações recebidas, com isso ele se torna mais crítico e tem necessidade de saber o que aquele treinamento pode lhe trazer de benefícios.

O meio utilizado para aprendizagem do adulto é diferente da aprendizagem da criança. O método utilizado chama-se andragogia que pode ser conceituada como a ciência que estuda e educação do adulto.

O termo Andragogia foi introduzido na literatura de educação do adulto por Malcolm Knowles em 1968. Para Knowles significa “a arte e a ciência de ajudar os adultos a aprender, ao contrário da pedagogia que é a arte e ciência de ensinar crianças”

Andragogia (Andragogy): Baseado no Grego “Andr” que significa “homem” – (não criança) e “Agogus” significando “dirigindo”,.

Falamos em andragogia porque levamos em consideração que a pessoa que trabalha na área da segurança privada tem, no mínimo, vinte e um anos de idade (exigência legal para freqüentar o curso de vigilante).

  

Algumas características da aprendizagem do adulto:

Adultos retêm:

20% do que eles ouvem;

30% do que eles vêem;

50% do que eles ouvem e vêem;

70% do que eles ouvem, vêem e dizem;

90% do que eles ouvem, vêem, dizem e fazem;

Desse modo concluímos que quanto mais pratico for o treinamento, maior será a aprendizagem.

 

Recordação do Aprendizado, segundoKelvin Miller:          

Tipo de apresentação Capacidade de

lembrar após 3

horas

 

Capacidade de

lembrar após 3 dias

 

Verbal (conferência unidirecional) 25% 10-20%

 

Escrita (leitura) 72% 10%
Visual e verbal

(conferência ilustrada)

80% 65%

 

Participativa

(dramatizações, estudos de casos)

90% 70%

 

O adulto aprende com mais facilidade aquilo que ele vai usar na pratica, justamente porque ele “visualiza” a possibilidade de aproveitamento do treinamento, seja para uso no trabalho para crescimento profissional ou pessoal.

Também, o adulto retém mais informações quando, além de ouvir a exposição do instrutor, ainda vê o material apresentado de alguma forma (datashow, slides, filmes, etc.) e, principalmente, quando praticam o que lhes foi ensinado, através de exercícios ou simulados.

Para os adultos o maior interesse é de conhecimentos de aplicação mais imediata e, em conseqüência, a sua aprendizagem deve deixar de ser centralizada no conteúdo para centralizar-se no problema.

 

Como as pessoas aprendem?

• Através de processo associativo;

• Praticando novas atitudes, conhecimentos e habilidades;

• Entendendo, ao invés de decorando;

• Aumentando a retenção através da repetição;

• Quando estão motivados;

 

 Para que o aluno consiga reter mais conhecimento, o ideal é que:

• Os novos conhecimentos sejam relacionados com os que ele já sabe;

• O ambiente de treinamento seja adequado para o aprendizado;

• O aprendizado seja estimulado;

• Os novos conhecimentos sejam aplicados imediatamente;

• Os treinamentos ocorram em grupos pequenos;

• O instrutor valorize as suas contribuições;

• Os alunos sintam-se valorizados e respeitados pelos instrutores e colegas;

• A experiência de aprendizagem satisfaça as necessidades do aluno.

O instrutor:

O instrutor, por sua vez, deve tirar proveito da experiência acumulada pelos alunos, propor problemas, novos conhecimentos e situações sincronizadas com a vida real (uso de novos conhecimentos na pratica); justificar a necessidade e utilidade de cada conhecimento, despertando o interesse pelo assunto.

Além disso, algumas condições da sala de aula e a forma de exposição podem melhorar o aprendizado.

Por exemplo:

Antes de iniciar um processo de aprendizagem, os adultos têm a necessidade de saber por quais razões essa aprendizagem será útil e necessária.

O corpo dos adultos sendo relativamente maior que os das crianças está sujeito a maiores pressões e estímulos gravitacionais, em conseqüência, o conforto físico é importante para a aprendizagem de adultos. Muito pouco conforto ou em excesso podem ser prejudiciais à aprendizagem.

A própria arrumação da sala de aulas pode influenciar na aprendizagem, com cadeiras arrumadas de modo a facilitar discussões em pequenos grupos, o instrutor facilita a participação dos alunos. As cadeiras não deverão estar dispostas em fileiras se você quer que haja maior participação.

Conclusão:

As inovações tecnológicas, a hiper-competição, a difusão máxima da informação, enfim todo o processo de mudanças pelo qual estamos passando nos obriga a mantermo-nos atualizados, assim como a nossa força de trabalho para que possamos atingir nossas metas.   Para isso, os treinamentos sempre foram e continuarão sendo o grande diferencial entre os resultados medíocres e extraordinários.

  • Investir em conhecimentos rende sempre melhores juros. (Benjamin Franklin)

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE – é especialista em Segurança Empresarial (MBA) pela FECAP-SP, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e diretor de cursos e certificação da ABSEG – Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: www.administradores.com.br

06/12/2016


O que deu errado?

Resultado de imagem para arma de fogo, cuidados

Os erros são baseados nos fatos muito comuns a todos: somos influenciáveis, excessivamente confiantes e insistimos em fazer várias tarefas ao mesmo tempo e ainda nossos olhos não veem tudo que esta a nossa frente e nossa memória inventa e distorce os fatos. Isso é o que afirmam os cientistas.

Infelizmente, recentemente tomamos conhecimento através de diversas mídias de mais um acidente fatal com arma de fogo. Nesse caso o disparo aconteceu como em outras dezenas de caso, com a arma de um vigilante.

Por que isso acontece?

Falta de treinamento, descuido com o armamento, desatenção, fatalidade, azar ou a união de todos esses fatores?

Na verdade, o ser humano sempre comete e cometerá erros, pois isso faz parte das nossas vidas.

Na edição nº 237 da revista GALILEU li um interessante artigo que me remeteu aos acontecimentos mais recentes de erros fatais.

Há um estudo conhecido como “errologia” ou estudo dos nossos erros, que demonstra que errar é humano e é inevitável.

Basicamente o estudo justifica os erros baseando-se nos fatos muito comuns a todos: somos influenciáveis, excessivamente confiantes e insistimos em fazer várias tarefas ao mesmo tempo e ainda nossos olhos não veem tudo que esta a nossa frente e nossa memória inventa e distorce os fatos. Isso é o que afirmam os cientistas.

Apenas para exemplificar isso, de forma bem resumida, já que não sou especialista no assunto, é por isso que conseguimos ler esta frase, sem dificuldade:

“NOSS4 C4B3C4 CONS3GU3 F4Z3R COI545 IMPR355SION4NT35”

Há pouco tempo ocorreu um erro em que a enfermeira administrou vaselina ao invés de soro, gerando outra vítima.

Outro erro humano matou o presidente polonês e mais 94 pessoas em um acidente na hora de pousar o avião, na Rússia.

Basta lembrarmo-nos de quantos acidentes de trânsito ocorrem por erros dos motoristas e muitas vezes, erro primários.

Assim, errar é humano e muito mais comum do que se pode imaginar. Ocorre que os erros devem nos conduzir a ações mais controladas e seguras, ou seja, devemos aprender com os erros.

No caso do vigilante que dispara acidentalmente sua arma, seja por estar apontado para uma pessoa, por deixá-la cair, por não usar a trava de segurança ou por deixá-la em local de fácil acesso a outras pessoas, sempre é possível tirar novas lições e aprender com elas, evitando outros acidentes.

Existem varias formas de fazermos isso, uma delas é divulgar casos de acidentes com armas de fogo aos demais vigilantes, orientando-os e mostrando que a falta de cuidado pode ocasionar um acidente fatal.

O DDS – Dialogo Diário de Segurança é uma ferramenta da segurança do trabalho que é perfeitamente aplicável à segurança patrimonial.

Ela consiste numa exposição rápida na entrada do turno de trabalho, onde são passadas as informações pertinentes a missão que terá inicio, inclusive noticias da área da segurança publica e privada, pertinentes ao publico envolvido.

Nesses diálogos são exemplificados os casos recentes de acidentes, por exemplo, e servem de ensinamento aos demais, pois mostra que os erros realmente acontecem e a falta de cuidado pode levá-lo a cometer um homicídio e acabar com a sua carreira profissional e sua vida pessoal.

Deixar de orientar os vigilantes de maneira sistemática facilita a ocorrência de erros, pois falta o reforço nas ações básicas de segurança, não só com o armamento, pois este foi apenas um exemplo do tipo de noticia e orientação que se pode passar no DDS, mas também para outros casos.

Recentemente houve um roubo a banco onde um vigilante experiente, após o roubo, informou que achou que o assaltante não tinha cara de bandido e deixou-o passar um pacote que ele pensou que fossem moedas e na verdade era um revólver.

Esse é mais um exemplo de erro que poderia ser evitado se houvesse orientações sobre os procedimentos e postura que se espera dele, de acordo com o seu posto de trabalho. Esse tipo de orientação é que deve ser dada durante um DDS.

O erro nos faz crescer, pois fazem parte do nosso aprendizado, mas devemos procurar tirar todo o proveito desses erros, sejam eles nossos ou de terceiros.

Os simples reforços de orientações básicas podem evitar um grande erro que pode comprometer a imagem da empresa, o patrimônio da empresa que ele presta serviço, a integridade física das pessoas e a sua própria vida, seja por ação dos marginais, seja por consequências dos seus atos.

Como vimos, o erro faz parte da natureza humana e, consequentemente, de nossas vidas, o que é inadmissível é a negligência, a irresponsabilidade no manuseio duma arma de fogo.

Brincadeiras, falta de cuidado ou desatenção com o armamento não devem ser toleradas pelos colegas e, principalmente pela empresa.

Muitas vezes as pessoas assistem situações desse tipo e, apesar de não concordarem, não são contundentes – como a situação merece, e acabam “autorizando” esse comportamento.

No caso dos profissionais da segurança privada, muitas vezes eles esquecem que um disparo, ainda que não deixe nenhuma vítima pode complicar sua vida profissional e pessoal, podendo, inclusive, ter grandes dificuldades em frequentar o curso de reciclagem, porque o disparo de arma de fogo pode constituir crime, previsto na lei 10.826/2003.

O art. 15 desta lei diz: Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: tem pena de reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Portanto, devemos dar ênfase à prevenção, e é nesse sentido que o segurança que trabalha armado deve receber orientações sistemáticas sobre o manuseio e regras de segurança com o armamento.

Para finalizar quero deixar uma frase que tem relação direta com a prevenção e é do ganhador do Prêmio Nobel de Física, de 1921, Albert Einstein – “Uma pessoa esclarecida resolve um problema. Uma pessoa sábia o evita”.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE – é especialista em Segurança Empresarial (MBA) pela FECAP-SP, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e diretor de cursos e certificação da ABSEG – Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: http://www.administradores.com.br/

05/12/2016


Seguradoras buscam transferir o seu risco às transportadoras

Resultado de imagem para transportadora de cargas

A ocorrência de roubo de carga é fato comum e crescente nos dias atuais, diante da notória insegurança pública que assola o Brasil. Empresas do setor de transporte, seguradoras e a sociedade em geral são prejudicadas por tal situação. Dentre outras dificuldades enfrentadas pelas empresas, o mencionado crescimento do número de roubos de carga, quer em estradas, quer nos grandes centros urbanos, tem aumentado o custo Brasil, bem como contribuído para o crescimento do número de demandas no Poder Judiciário.

Ao contratar o serviço de transporte de carga, há possibilidade de o contratante optar por assumir o gerenciamento do risco, mediante a livre contratação de seguro próprio e com a garantia de serem indenizadas na hipótese de roubo da carga transportada, dentre outras coberturas previstas no contrato de seguro de responsabilidade civil. Há, ainda, empresas transportadoras que oferecem aos seus clientes serviços diferenciados de alta qualidade em segurança:  exemplificativamente a escolta armada.

As seguradoras, com base no risco apresentado pelo segurado no ato da contratação, estabelecem os limites das coberturas e o respectivo prêmio e, após o recebimento deste último, garantem indenização relativamente ao evento coberto. Ocorrido o sinistro, tais companhias, após indenizarem pelo roubo da carga transportada e, em razão de subrogarem-se no direito do segurado têm buscado, regressivamente, o ressarcimento de valores pagos perante a empresa transportadora, a título de indenização.

Por sua vez, a defesa das empresas transportadoras cinge-se,  fundamentalmente, ao seguinte: (i) inaplicabilidade da responsabilidade objetiva na relação contratual mantida com o segurado e contratante do transporte, por ser a mesma de natureza estritamente cível-comercial; (ii) caracterização de caso fortuito e força maior, por ser o roubo de carga fato desconexo e externo ao contrato de transporte, firmado com o segurado e constituindo clara hipótese de excludente de responsabilidade civil; (iii) o fato de a seguradora, por ter, no exercício de sua atividade econômico-empresarial, avaliado os riscos apresentados, fixado o preço do prêmio e recebido do segurado o valor correspondente, não poder, por meio de ação regressiva, transferir a terceiros os riscos por ela assumidos perante o  segurado, sob pena de incidir em enriquecimento sem causa.

A fundamentação constitucional e legal que dá guarida às empresas transportadoras é incisiva e abundante. Além do princípio da legalidade, previsto no artigo 5º, inciso II; e da responsabilidade do Estado pela segurança pública, inscrito no artigo 144, ambos da Constituição Federal; há várias disposições do Código Civil; o artigo 17, do Decreto 2.681, de 7 de dezembro de 1912 ; o artigo 16, inciso V, da Lei  9.611, de 19 de fevereiro de 1998 ; e o artigo 14, § 3º, inciso II, da Lei  8.078, de 11 de setembro de 1990 .

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que, o roubo de carga constitui fortuito externo ao contrato de transporte, de modo que a transportadora, independentemente de ter tomado ou não providências suplementares quanto à segurança do serviço, não responde pelo ato ilícito praticado por terceiros, não sendo exigível da transportadora a responsabilização pela não contratação de escolta armada, sendo que que tal serviço é disponibilizado aos clientes, mediante cobrança do custo correspondente. Vejam-se os seguintes precedentes:

(AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº. 175.821 – SP (2012/0092093-8), Relator: Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Data do Julgamento 23/08/2016, TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 05/09/2016).

(AgRg no RECURSO ESPECIAL 1.374.460 – SP (2012/0212443-6), Relator: Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Data do Julgamento 02/06/2016, T3, TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 09/06/2016).

(AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº. 470.520 – SP (2002/0107981-9), Relatora: Ministra NANCY ANDRIGHI, Data do Julgamento: 26/06/2003, TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 25/08/2003).

(AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 910.107 – SP (2007/0151582-4), Relatora: Ministra NANCY ANDRIGHI, Data do Julgamento 06/05/2008, TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 23/05/2008).

(AgRg no RECURSO ESPECIAL 1.241.124 – RS (2011/0050124-8), Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Data do Julgamento 18/08/2015, Data de Publicação: DJ 27/08/2015).

(AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO 1.234.973 – SP (2009/0181276-2), Relator: Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA TURMA Data do Julgamento 05/05/2011, Data de Publicação: DJ 12/05/2011)

(EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RESP Nº. 1.172.027 – RJ (2012/0039337-7), Relatora: Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, CORTE ESPECIAL, Data do Julgamento 18/12/2013, Data de Publicação: DJ 19/03/2014).

(AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº. 408.398 – SP (2013/0335635-9), Relator Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Data do Julgamento 22/10/2013, Data de Publicação: DJ 07/11/2013) .

(RECURSO ESPECIAL Nº. 976.564 – SP (2007/0199688-7), Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Data do Julgamento 20/09/2012, Data de Publicação: DJ 23/10/2012) .

(AgRg no REsp 1036178/SP, Relator Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Data do Julgamento 13/12/2011, Data de Publicação: DJ 19/12/2011) .4. CONCLUSÕES

Examinados os fatos e verificada a legislação aplicável, forçoso é concluir que a jurisprudência firmada no STJ representa o melhor direito na espécie, pois:

a) não se aplica a responsabilidade objetiva na relação contratual mantida entre a transportadora e o eventual contratante dos serviços de transporte, por ser a mesma de natureza estritamente cível-comercial, além de pautada pelos princípios da boa–fé objetiva, do equilíbrio do contrato, da equivalência das obrigações, da validade da proposta e da força imanente dos contratos;

b) A responsabilidade da transportadora restringe-se à correta prestação dos serviços de transporte, sendo que o roubo a mão armada não tem nexo causal com a atividade empresarial desempenhada pela transportadora, ou seja, eventual indenização decorrente deve ser suportada, exclusivamente, por quem firmou contrato de seguro, responsabilizando-se por tal garantia, (artigo 780, do Código Civil), em razão do prêmio do seguro recebido pela seguradora contratada pelo contratante dos serviços;

c) a seguradora assumiu o risco contratado pelo seu segurado e contratante dos serviços de transportes perante a transportadora, cobrou e recebeu integralmente o valor correspondente às coberturas contratadas. Logo, não pode transferir à transportadora o risco inerente à sua atividade econômico-empresarial. Frise-se que a seguradora é remunerada pelo valor do prêmio por ela fixado e de acordo com o risco assumido;

d) o roubo de carga a mão armada é fato desconexo e externo ao contrato de transporte e constitui nítida hipótese de excludente de responsabilidade civil da transportadora, em razão da caracterização de caso fortuito e força maior, conforme entendimento pacífico da Jurisprudência.

Fonte: www.conjur.com.br

01/12/2016


O crescimento do mercado de segurança e o preparo profissional

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A segurança privada era vista apenas na figura do vigilante e seus supervisores, porém com o crescimento da criminalidade e suas formas, cada vez mais criativas de agir acabou por se transformar numa das alavancas motrizes para o crescimento do mercado de segurança provada, aliadas a tecnologia, também cada vez mais acessível em quantidade e qualidade.

A segurança privada no Brasil vem crescendo desde sua criação, a partir da publicação dos Decretos-Lei nº 1.034, de 09 de novembro de 1969 e nº 1.103, de 03 de março de 1970.

A segurança privada era vista apenas na figura do vigilante e seus supervisores, porém com o crescimento da criminalidade e suas formas, cada vez mais criativas de agir acabou por se transformar numa das alavancas motrizes para o crescimento do mercado de segurança provada, aliadas a tecnologia, também cada vez mais acessível em quantidade e qualidade.

Além disso, o próprio início da abertura econômica nos anos 90/92 com o então presidente Collor acabou trazendo a realidade competitiva entre as empresas que a partir daí começam a competir globalmente e a fórmula da lucratividade foi reajustada.

O custo então precisou ser adaptado ao mercado, sendo necessário diminuir os custos internos (produção, desvios de produtos, perdas de materiais, etc.) de forma que o empresário começou a dar mais importância a estas perdas, inclusive porque as margens de lucro foram diminuídas, e a segurança começou a atuar diretamente na diminuição da perda, consequentemente na diminuição dos custos internos para a produção ou prestação de serviços.

A segurança patrimonial, como forma de operação presença, fazendo parte apenas dos custos sem trazer nenhuma rentabilidade no sentido de diminuição de perdas começa a ser questionada e a procurar novas formas de atuação.

Além desta mudança de foco, teve início a utilização da internet, alavancando a área de proteção das informações sensíveis.

Essa necessidade foi acelerada após o período da “guerra fria”, (1945 – 1991, com o fim da União Soviética).

Perceba que neste período o cenário de atuação da segurança muda enormemente para todos que labutam neste segmento e começa a ganhar outros contornos que se somam a esta reestruturação produtiva, também neste período, da terceirização (outsourcing, como preferem alguns), se bem que a terceirização também teve início com a prestação de serviço de segurança (Decretos-leis 1.212 e 1.216, de 1966 que autorizam a prestação de serviços de segurança bancária por empresas interpostas na relação de trabalho), mas ela realmente ganhou destaque na década de 90.

Pouco depois, com a manutenção de um cenário mais competitivo, que perdura até hoje, sendo a globalização a grande vilã dessa história, a segurança empresarial começa a atuar num nível tático, de gerenciamento e, em algumas pouquíssimas empresas, no estratégico.

Com isso, agrega além do gerenciamento de riscos a Inteligência, segurança das informações e sistemas eletrônicos, buscando metodologias adotadas mundialmente para se traduzir na eficácia dos investimentos da segurança empresarial como um todo.

É neste contexto que surgem os questionamentos sobre o preparo dos homens de segurança em todos os níveis, não só dos vigilantes.

A adoção de normas ISO (através das NBR da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas) com métodos experimentados e testados em vários países já que uma norma ISO (International Organization for Standardization ou Organização Internacional para Padronização) é aceita em mais de 170 países e são aceitas apenas praticas já testadas e avaliadas com resultados positivos, só corroboram com as boas praticas da gestão de segurança.

Na formação das pessoas que atuam nesta área ainda estamos engatinhando, baseados principalmente em conceitos americanos e europeus, pois eles têm muito mais know-how do que nós.

Para os pioneiros, os EUA e a Espanha formaram as bases para os treinamentos acadêmicos.

Ainda assim, os cursos em universidades começaram no Brasil com cursos de extensão universitária e hoje algumas universidades oferecem cursos de graduação em segurança privada e até cursos de pós-graduação lato sensu.

Os cursos de gestão de segurança privada estão em diversos estados e uma das formas de reconhecimento do gestor de segurança, além do seu diploma legal, são as certificações.

Essa necessidade de reconhecimento e diferenciação no mercado começou com a ASIS – Advancing Security Worldwide, fundada em 1955 nos EUA que criou em 1977 a certificação de CPP (Certified Protection Professional), certificado renovável a cada três anos.

No Brasil, em 1998 foi criada a ABSO – Associação Brasileira dos Profissionais em Segurança Orgânica, que em 2005 lançou a primeira prova de certificação, o CES – Certificado de Especialista em Segurança, renovável cada cinco anos.

Em 2005 foi criada a ABSEG – Associação Brasileira de Profissionais de Segurança lançou em 2007 a certificação de ASE – Analista de Segurança Empresarial, com certificação renovável a cada três anos.

Para concluir quero demonstrar que aqueles que possuem a certificação, seja ela qual for, tem a representatividade de uma Associação que é expressiva na nossa área de atuação, seja ela nacional ou internacional e a manutenção destas certificações exige do especialista a atualização constante, além da sua participação no mercado de segurança.

Cada vez mais estes profissionais serão mais exigidos devido a dinâmica da criminalidade e de sua abrangência em relação às áreas da empresa, o que mostra que o mercado também exigirá cada vez mais profissionais qualificados para o desempenho da gestão de segurança empresarial.

É fácil observar a quantidade de novas normas e metodologias adotadas pela ISO e, consequentemente pela ABNT, o que demonstra que, cada vez mais, o conhecimento técnico será tomará o lugar de oportunistas sem preparo para atuação neste mercado, cada vez mais competitivo.

Para os que não acreditam nessas mudanças, basta olhar para os últimos trinta anos e verá o quanto a sociedade mudou em todos os sentidos e a rapidez com que vem mudando a cada novo ano, cheio de oportunidades, repleto de desafios.

Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE – é especialista em Segurança Empresarial (MBA) pela FECAP-SP, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e diretor de cursos e certificação da ABSEG _ Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: www.administradores.com.br

30/11/2016


Segurança condominial e alguns itens a serem observados

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A segurança que o estado não fornece, nós somos forçados a buscar por conta própria. A segurança condominial é uma delas.

A segurança é um assunto que esta na cabeça de todos os brasileiros, principalmente no atual momento do país onde vivemos um período que o numero de cadeias já não é o suficiente para o numero de pessoas que cometem delitos.

A crise não é de agora, e esta tão grande que o estado, o principal provedor da segurança publica não consegue dar conta da demanda criada por inúmeros fatores; falta de escolas, emprego, saneamento básico entre outros.

Por este motivo buscamos meios para tentar reduzir os riscos eminentes a qualquer pessoa. Cercas elétricas, arames farpados, central de monitoramento, muros, grades são só algumas das opções que o mercado oferece e utilizamos na tentativa de reduzir os riscos.

 Para quem mora em um condomínio não é diferente,e somente muros e cerca elétrica não bastam. Na maioria dos condomínios residenciais há sempre um grande fluxo de pessoas  entrando e saindo a pé ou de carro, portões sendo abertos e fechados  aumentando muito o risco de um assalto,seqüestro,furto etc.

A contratação de uma empresa de portaria é uma das escolhas mais utilizadas para o aumento da segurança em condomínios, porém a contratação destas empresas é alvo de criticas e discussões. Alguns moradores querem que o porteiro seja um segurança (que esta ali para evitar um crime), outros querem que o porteiro seja um facilitador (o amigão que entrega o jornal que fala sobre futebol e política) há ainda aqueles que dizem que a portaria só serve para aumentar a cota condominial. Essa discussão cria enormes dores de cabeça para os administradores das empresas e dos síndicos.

O porteiro deve ser visto como uma espécie de segurança preventiva, devendo sempre estar atento as câmeras do condomínio, a entrada e saída de pedestres assim como a de veículos. As empresas de portaria podem ser de grande valia se observados alguns itens;

O porteiro deve sempre estar atento a movimentação externa ao condomínio
Estar a atento a abertura e fechamento de portões. Identificar visitantes e entregadores de maneira ágil e com grande atenção.

Não se distrair com aparelhos telefônicos, televisão, revistas e jornais mantendo sempre uma postura condizente com sua função de segurança preventiva.

Cabe lembrar que o porteiro não precisa ser um robô. Muito pelo contrario, o porteiro deve ser uma pessoal gentil, discreta e solicita.

Pelo lado dos síndicos e das empresas cabe a observância dos itens supracitados e através da identificação dos procedimentos não estarem sendo cumpridos buscar a correção para que o serviço de portaria seja eficaz.

Se o próprio estado não fornece a segurança devida a população devemos esperar que as empresas de portaria nos forneçam esta segurança? A resposta é não. Mas se a pergunta for qual condomínio esta mais vulnerável a falta de segurança atualmente eu respondo; o condomínio sem uma empresa de portaria.

Escolha bem sua empresa de portaria. Existem dezenas de empresas por ai e a escolha certa vai ajudar muito na segurança dos moradores.

Fonte: www.administradores.com.br

29/11/2016


A importância da segurança na seleção de empresas e pessoas

Por falhas na seleção de novos colaboradores, a empresa pode colocar sua imagem e reputação em risco.
Quando a empresa decide pelo recrutamento e seleção de pessoal ou ainda pela contratação de empresas para prestar algum tipo de serviço, deve, necessariamente, observar algumas condutas de segurança que podem evitar futuros transtornos.
O recrutamento é a fase de anúncio de uma determinada vaga e visa atrair candidatos para uma seleção.
A seleção já é a fase de escolha desses candidatos, que pode ser através de diversos processos, como entrevista, prova de conhecimentos, dinâmica de grupo, etc.
Marcos Mandarini em seu livro Segurança Corporativa Estratégica – Fundamentos (2005), destaca que para se resguardar a máxima transparência no levantamento de informações sobre os candidatos, convém que este levantamento seja expressamente autorizado pelos próprios candidatos, em autorização específica preenchida e assinada por ocasião da primeira entrevista e que tenha uma abrangência específica.
Hoje em dia, os riscos de se contratar pessoas ou serviços que podem denegrir a imagem e a reputação da empresa é muito alto.
As facilidades de se conseguir documentos falsos, criar falsos perfis na internet são muito grandes.
Primeiramente vamos conceituar o que é imagem e reputação com base no livro de Carvalho, Britto e House, Marca, Imagem e Reputação – uma trajetória de sucesso de pessoas e empresas (2012), Imagem é como as pessoas veem a empresa, independentemente da comunicação, é como ela é vista pelas pessoas. A reputação “é o que os mais diversos públicos pensam e sentem sobre uma pessoa ou empresa com base em informações (ou pior, desinformações) que acumulam durante um maior espaço de tempo, resultado das diversas iniciativas percebidas ou registradas… A reputação é a soma das opiniões que todos os públicos (stakeholders) têm sobre uma determinada pessoas ou empresa”.
Mário Rosa, em seu livro A Reputação na velocidade do pensamento – imagem e ética na era digital(2006), traz conceitos muito parecidos quando diz que reputação é percepção – “confiança tem muito a ver com as suas atitudes concretas e objetivas sim, mas tem muito a ver também com a percepção dos outros em relação a elas, especialmente quando há a necessidade de interagir com públicos variados”.
Em relação a imagem – “é a que o outro vê! Não basta agir de maneira correta, se essa correção não for percebida pelos outros. Nossa imagem, nossa reputação, não   é a que transmitimos, mas é, sobretudo, aquilo que o outro vê em nós”.
Então, fica claro que falhas na seleção pode trazer transtornos gravíssimos às empresas.
Diversos fatos são registrados todos os dias, os quais relacionam ações de pessoas que causaram perdas de imagem ou reputação para empresas de todos os portes.
São muitos casos e vou dar alguns exemplos que a maioria já conhece.
O falso coronel EB, Sampaio.
Carlos da Cruz Sampaio Júnior, que nunca foi militar, mas que em 2010 chegou a atuar diretamente no planejamento, treinamentos, etc. da Polícia Militar do Rio de Janeiro e alcançou o cargo de coordenador da subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.
Mariana Caltabiano, no livro VIPs – histórias reais de um mentiroso (2005), que mais tarde (2010) virou filme, estrelado por Wagner Moura. O livro conta detalhes de como o Marcelo Nascimento da Rocha conseguiu enganar tanta gente, em diversas situações, se passando por policial, repórter, filho do dono da GOL (empresa aérea), líder do PCC, etc. Ele apresentava documento de identidade falso, além de ser um excepcional engenheiro social, capaz de enganar muita gente.
Outro falsário que ficou muito conhecido foi o americano Frank W. Abagnale, que escreveu o livro Catch Me If You Can (1980) que virou filme em 2002 e seu livro foi traduzido no Brasil como: Prenda-me se for capaz (2003). O filme, com o mesmo nome também foi um sucesso, protagonizado por Leonardo DiCaprio e Tom Hanks, dirigido por Steven Spielberg.
No livro autobiográfico, Frank conta como se passou por médico, advogado, piloto de avião, etc. Sempre com documentos falsos e uma boa engenharia social.
Em 24.10.16, o UOL noticiou o curioso caso do milionário russo do Instagram que nunca existiu.Com o nome fictício de Boris Bork que se passava por milionário e, em apenas poucas semanas tinha mais de 18 mil seguidores no Instagram. Postando fotos, duas pessoas (o consultor de marketing, Roman Zaripov e o aposentado Boris Kudryashov) fizeram este experimento e mostraram que uma pessoa que tem uma pensão de US$ 195 mensais (R$ 616) poderia ser confundida com um milionário.
Ele conta que recebia 30 mensagens diárias, algumas delas com sondagens para anunciar produtos e marcas de roupas em seu Instagram ou para o envio de presentes em troca de publicidade.
Se esse fosse mais um caso de falsários, provavelmente teria envolvido o nome de diversas empresas, desatentas às investigações e procedimentos para novos contratos ou novo colaborador.
Seria mais um caso que poderia virar livro ou filme futuramente.
Portanto é necessário manter a vigilância epistêmica na hora de contratar pessoas ou empresas para prestar algum tipo de serviço, evitando problemas futuros ou impactos causados à reputação e imagem da empresa.
Para isso são necessários procedimentos escritos e seguidos por todos na hora da contratação, são protocolos que podem evitar problemas, isso diferencia de ações pontuais, tomadas por pessoas que apenas seguem seus instintos. É para isso que servem esses procedimentos, para serem sistematizados e seguidos em todas as situações. Esses procedimentos devem atender a política de segurança de qualquer empresa que preze pela sua reputação e imagem.
“Não existe uma personalidade eficaz entre os profissionais de sucesso. O que existe é um conjunto de práticas que geram resultados eficazes entre os profissionais, qualquer que seja seu ramo de atividade”.
Peter Druker
Cláudio dos Santos Moretti – CES, ASE – é especialista em Segurança Empresarial (MBA) pela FECAP-SP, professor universitário do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada da UNIP, em Santos e diretor de cursos e certificação da ABSEG _ Associação Brasileira de Profissionais de Segurança.

Fonte: www.administradores.com.br

28/11/2016


Área de segurança está em alta com salários de até R$30 mil

São Paulo – A procura por executivos para o comando da área de segurança de grandes empresas vem crescendo nos últimos tempos. “Em cinco anos, a demanda quadruplicou”, diz Lucas Rizzardo, gerente da Michael Page, consultoria de recrutamento executivo. Neste ano, o crescimento registrado foi de 50% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2015.

Embora tenha havido alta na demanda, não se trata de uma posição com muitas oportunidades. É um profissional relativamente raro e com muitas nomenclaturas. Em português pode ser gerente de segurança, gerente de segurança patrimonial, gerente de segurança patrimonial e prevenção de perdas.

Cargo estratégico em multinacionais, também pode ser chamado por nomes em inglês como, por exemplo, security manager, loss prevention manager, country security manager e por aí vai. Inglês fluente é requisito primordial nesses casos, um desafio para recrutadores, já que a exigência acaba barrando muitos candidatos. O idioma é uma ferramenta de trabalho para gerentes que, muitas vezes, se reportam a diretores de segurança na matriz no exterior ou em unidades da América Latina.

Sua função primordial é zelar pelo patrimônio e pela segurança da empresa, ao prevenir furtos e roubos de produtos, tanto em ambiente interno, como no transporte das cargas. “Grandes empresas de diversos setores contratam, mas, especialmente, companhias de tecnologia, de segurança, de segurança da informação, farmacêuticas, de bebidas e de tabaco”, diz Rizzardo.

Alguns profissionais também têm a responsabilidade de proteger a integridade física de executivos do alto escalão da empresa. Ou seja, é um cargo de confiança, por excelência, e isso também faz subir o salário. A variação é entre 12 mil reais, em empresas com uma estrutura menor, e 30 mil reais, em multinacionais.

Achou o salário alto? Imagine que a companhia tenha 10 milhões de reais de prejuízo anual por conta de roubos de carga e contrate um gerente de segurança a 300 mil reais por ano. “Se ele diminuir as perdas para 6 milhões já pagou o custo dele, de longe”, diz Rizzardo.

Foi justamente esse tipo de cálculo um dos motivos que fez crescer a demanda por esses executivos. Com passagens pela polícia ou pelo exército, esses profissionais conseguem se antecipar e atuar diretamente na prevenção tendo impacto direto no caixa das empresas. Os bons contatos na área de segurança são cruciais para se destacar no mercado corporativo, segundo Rizzardo.

Além da experiência na área de segurança, muitos profissionais também têm formação superior em administração ou direito. Homens são maioria, mas há exceções como a country security and crisis manager da multinacional ABB no Brasil, Vivi Bruni. “Mulheres são minoria nessa posição, não conheço nenhuma no Brasil, além de mim”, diz ela que foi combatente de uma unidade de infantaria do Exército de Israel durante três anos.

Como country security manager da ABB ela cuida da segurança da empresa e de seus projetos, e também dos seus executivos.Há 15 anos no ramo de segurança, Vivi já trabalhou para o governo de Israel e também em países da África. Antes de assumir na ABB, há um mês, trabalhou para o Grupo Haganá e para a G4S.

Sempre em ambientes dominados por homens, ela diz já estar acostumada à desconfiança inicial. “No começo sentem medo, vejo isso claramente. Mas depois me conhecem e veem que sou capaz”, diz.

Em sua opinião, uma das melhores formas de se desenvolver na profissão e se destacar é garantir experiências no exterior. “O canal não é o Brasil, então se tiver a oportunidade de ir para fora”. Abrir o leque de trabalhos também é indicado. “Empresa de segurança é diferente do mundo corporativo”, diz. Quanto mais diversificada for a trajetória neste setor, melhor.

Fonte: Exame.com

14/09/2016  10:09


‘Fui refém no assalto a banco que deu origem ao termo Síndrome de Estocolmo’

Reféns na abóbada

‘A festa acaba de começar’, disse Jan Olsson ao anunciar o assalto. A ‘festa’ duraria 131 horas. Nesse período, os reféns foram mantidos em um cofre

No dia 23 de agosto de 1973, as atenções do mundo se voltaram à Suécia, para acompanhar os desdobramentos de um assalto a um banco em Estocolmo.

O incidente ocorrido na Praça Norrmalmstorg, zona nobre da cidade, entrou para a história em virtude dos fortes laços que se formaram entre os reféns e seus captores. Esse tipo de fenômeno psicológico passou a ser conhecido como Síndrome de Estocolmo.
“Confio plenamente nele, viajaria por todo o mundo com ele”, disse Kristin Enmark em referência ao homem que manteve ela e três colegas reféns durante seis dias.
Naquela manhã de agosto, as portas do Sveriges Kreditbanken, no centro da capital sueca, tinham acabado de ser abertas quando um homem entrou com uma maleta, sacou uma metralhadora e disparou para o teto.
“Fiquei com medo, claro”, relembra Enmark em entrevista à BBC. “Me joguei no chão. O ladrão veio em minha direção e fez sinais para que eu e uns colegas nos levantássemos. Acho que meu cérebro deixou de funcionar. Era um terror sem nome. Nem em meus piores pesadelos eu imaginara que algo assim poderia acontecer comigo.”
À época, Enmark tinha 23 anos. Foi escolhida como refém por um dos assaltantes.
O nome dele era Jan Olsson. Estava armado até os dentes e já havia ferido dois policiais que tinham respondido ao alarme.

Policial armado e jornalista com câmera

A polícia e a imprensa chegaram ao local rapidamente, mas não puderam fazer muito por vários dias

Olsson amarrou os reféns e começou a fazer suas exigências. Pediu uma grande quantia em dinheiro, um carro e que lhe trouxessem Clark Olofsson, criminoso que cumpria pena em uma prisão do país.
“Quando pediu que trouxessem o outro criminoso, pensei: ‘Isso vai ser um inferno’. Olofsson era muito famoso na Suécia, considerado uma pessoa extremamente perigosa”, contou Enmark.
Para diminuir a tensão, a polícia tirou Olofsson da cadeia e permitiu que ele entrasse no banco.
Primeiro, mandou Olsson desamarrar as três mulheres. Logo depois, encontrou um jovem escondido no depósito e o levou para junto das reféns.
Em questão de horas, o status de de Olofsson como líder do grupo foi confirmado pela polícia.

“Havia um acordo entre a polícia e ele para que fosse o negociador. Quando você está nessa posição, faz o que pode. No início, não havia confiança. Mas aos poucos comecei a sentir que talvez eu devesse respeitar esse homem. Quem sabe ele poderia fazer algo por nós?”
‘Ele me acolheu’
O primeiro criminoso, Olsson, aterrorizava Enmark. Mas, gradualmente, ela começou a ver no outro, Olofsson, um amigo.
“Ele me acolheu sob seu manto protetor e me disse: ‘Nada vai acontecer com você’. É difícil explicar a pessoas que não passaram por essa situação o quanto isso foi importante para mim. Sentia que alguém se importava comigo. Talvez fosse um tipo de dependência.”
“Em todo caso, foi bom, porque se Olofsson fosse fazer mal a alguém, não seria a mim. “Não me sinto mal por isso, fiz o que pude para sobreviver.”

Patricia Hearst

Em 1974, Patricia Hearst, neta de um magnata americano, foi sequestrada e tornou-se talvez o caso mais famoso de pessoa com Síndrome de Estocolmo. Ela assaltou um banco com o grupo que a sequestrou, o autodenominado Symbionese Liberation Army (foto esq.). No julgamento, (centro), foi condenada a 7 anos de prisão. Anos depois (dir.), lançou um livro.

Quando indagada sobre a possibilidade de que Olofsson estivesse atraído sexualmente por ela, Enmark respondeu que ele nunca demostrou nada dessa natureza.
“Nunca me tocou em lugares impróprios”, disse. “Tratava-se apenas de duas pessoas se tranquilizando mutuamente.”
No segundo dia do assalto, a refém sentia tanto respeito por Olofsson que, quando ele deu a ela o telefone do então primeiro-ministro da Suécia, Olof Palme, ela não hesitou em pedir ao premiê que deixasse os criminosos em liberdade.
A polícia gravou a ligação telefônica:
Palme: “Mas eles não podem ficar livres. Considere a situação, estavam roubando um banco e disparando contra a polícia.”
Enmark: “Não, foi a polícia quem disparou primeiro.”
Palme: “Você pode fazer com que esse homem entregue sua arma? Pode explicar a ele que é uma situação sem saída?”
Enmark: “Não, não vai funcionar.”
Palme: “Por que não? Não é um ser humano?”
Enmark: “O que ele está dizendo é que não tem nada a perder.”
Estratégia de sobrevivência
Nesse mesmo dia, desiludida e desgostosa com o mundo exterior, Enmark fez declarações pela rádio sueca que foram tão ousadas – incluindo o uso de palavrões para se referir à polícia sueca – que sua mãe telefonou para chamar sua atenção.
“Minha mãe era professora escolar e, para ela, falar direito era muito importante. Ela me disse que não gostava do tipo de linguagem que eu tinha usado. Fiquei brava. Eu tinha sido presa como refém e ela se preocupando com aquilo!”
Sua estratégia de sobrevivência, a identificação com um de seus captores, produziu alterações em seu comportamento que naquele momento ela não percebeu.
Ela lembra, por exemplo, que no segundo dia o ladrão, Olsson, ameaçou disparar contra Sven (o refém que tinha sido encontrado escondido no banco).
“Ele queria mostrar à polícia que estava falando sério, que era perigoso, e disse a Sven que lhe daria um tiro na perna. Sven, claro, se assustou. Então o ladrão disse a ele que não atingiria nenhum osso e que não causaria muito estrago. Mas Sven não se acalmou”, contou.
“Eu disse: ‘Mas Sven, é só a perna!’ “Me envergonho disso. Tento ser uma boa pessoa e nunca ferir ninguém, mas naquele momento achei Sven um covarde. Levou dez anos para eu ter coragem de contar a alguém o que havia dito a Sven naquele momento.”

1946: A atriz francesa Josette Day (1914 - 1978) ajoelhada ao lado da Fera, interpretada por Jean Marais no filme de Jean Cocteau inspirado no conto de fadas.

“A Bela e a Fera”: Síndrome de Estocolmo na ficção.

Por sorte, Olsson não levou adiante seu plano. Mas o próprio Sven admitiu que sente gratidão por seus captores e tem de se esforçar para lembrar que eram dois criminosos violentos – não seus amigos.
Os reféns ficaram presos durante seis dias no cofre do banco. Nesse período, a polícia fornecia comida e cerveja.
Finalmente, no sexto dia, a polícia decidiu furar o teto do cofre e desarmar os sequestradores com gás lacrimogêneo – apesar de Olsson ter ameaçado matar todos os reféns caso os policiais fizessem isso.
Enmark não gostou da forma como a polícia resgatou os prisioneiros.
“Fiquei realmente furiosa. Para mim, pareceu uma tentativa de assassinato, jogar gás lacrimogêneo quando havia seis pessoas presas em um cofre, sem saber se conseguiriam resgatá-las”, disse.
No final, os criminosos se entregaram e ninguém ficou ferido.
O primeiro ladrão, Jan Olsson, foi condenado a dez anos de prisão e Clark Olofsson, seu cúmplice, a seis anos.
Em entrevistas subsequentes, Olsson disse que não conseguiu matar os reféns porque ficou muito próximo deles.
Hoje, passados 40 anos, Kristin Enmark ainda se refere a Clark Oloffson como seu amigo e os dois ainda se correspondem. Ela nunca criticou seus atos.

Fonte: BBC Brasil

13/09/2016  10:51


Aposentadoria Especial

O vigia e o vigilante patrimonial e GMs (Guardas Municipais), ou aqueles que exercem serviços de segurança patrimonial, guarda e transporte de valores, também podem ter direito à aposentadoria especial. O benefício é concedido às pessoas que trabalham expostas a agentes nocivos à saúde e integridade física durante 15, 20 ou 25 anos, conforme o risco do agente agressivo a que ficou exposto.

A atividade profissional de vigias, vigilantes e GMs é perigosa e ofensiva à integridade física, pois tem como atividades habituais e permanentes a proteção e colaboração com a Segurança pública e a proteção de bens públicos/privados, serviços e suas instalações; expondo o profissional segurado aos riscos inerentes à função. Seu exercício apresenta risco potencial à sua integridade física, devido às lesões corporais ou até risco de morte.

Para obtenção de aposentadoria, o critério diferenciado utilizado para vigias, vigilantes e GMs é a exposição permanente do trabalhador a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. Embora alguns defendam que a aposentadoria especial ou insalubridade tenha acabado, apenas a forma de sua comprovação foi alterada ao longo do tempo. Para usufruir desse benefício, é necessária a comprovação da atividade especial, que no caso dos vigias, vigilantes e GMs as funções e atividades devem estar devidamente anotadas nos contratos de trabalho constantes de suas carteiras profissionais, bem como no fornecimento, por parte das empresas, do perfil profissiográfico previdenciário, mais conhecido como PPP.

É inerente à profissão de vigias, vigilantes e GMs estarem expostos permanentemente a roubos ou outras espécies de violência física, tanto isso é certo que muitos realizam o trabalho portando arma de fogo. Com ou sem porte de arma, faz-se necessário salientar que tais profissões são consideradas de natureza especial durante todo o período em que a integridade física estiver sujeita aos riscos.

O agente nocivo com risco de impedir ação criminosa inerente à profissão de vigias, vigilantes e GMs enseja o reconhecimento do direito do enquadramento dos períodos como especiais. Não se trata de interpretação de normas jurídicas, mas de questão de proteção da integridade física do trabalhador, em que o próprio poder público, baseado em estudos científicos, reconheceu como perigosas atividades que por sua natureza ou métodos de trabalho impliquem risco acentuado em virtude da exposição permanente do trabalhador a roubos ou outras espécies de violência física em atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial.

Andrea Caroline Martins é advogada previdenciária na ACM Advocacia Previdenciária.

Fonte: Diário do Grande ABC

04/08/2016  09:51

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